Com a conivência e apoio dos sempre presentes empreiteiros e de outros agentes privados de vistas curtas mas exibindo notável apetite por rendas que o Estado lhes pudesse proporcionar, traçou um caminho que conduziu ao aumento da dívida externa líquida de 94 mil milhões de euros quando tomou posse para 185 mil milhões no final do ano passado, e ao crescimento da dívida pública consolidada de 84 mil milhões para 169 mil milhões. A isto há que somar muitos compromissos do Estado aos accionistas das fantásticas construções de betão que cobrem o país, aos bancos credores de muitas empresas públicas há muito falidas (desde os anos 90, sublinhe-se) e os resultantes das tropelias financeiras praticadas em empresas municipais e parcerias público privadas do poder local. Os primeiros ascendem hoje a perto de 60 mil milhões de euros, o passivo das empresas públicas subiu de 32 para 63 mil milhões de euros entre 2005 e 2010 e os últimos atingiram uma expressão financeira que nem o Ministério das Finanças ou o Tribunal de Contas sabem determinar.
since 13/06/07