estou farto de arrancar ervas. nascem até no cimento. amanhã ou depois, estão lá novamente. liga-se a televisão, dá-se uma volta pela net e as novidades são as do costume. e não há pachorra.
os pantomineiros, falam de merdas que não interessam rigorosamente nada ao estado da nação. politiquices de comadres, almoços e jantares de campanha, sondagens, bocas, disputando alegre e irresponsavelmente a manutenção da vida fácil à conta dos pobres contribuintes.
esta gente, da extrema esquerda à direita mais rançosa, é toda a mesma desde 1975. com maiores ou menores responsabilidades, são os autores da tragédia sucedida. todos eles estão bem na vida. todos têm haveres, negócios, cargos, mordomias, reformas, avenças e um sem número de fontes de receita, mais ou menos lícitas, que lhes permite viver à grande e à francesa. para pagar a festa, assalta-se os idiotas levados em excursões aos comícios, fode-se-lhes as pensões já miseráveis, acaba-se-lhes com as comparticipações na farmácia e fecham-se-lhes os hospitais. e as bestas, lá continuam a bater palmas.
da maior dívida pública dos últimos 160 anos, da maior dívida externa dos últimos 120 anos, não há cabrão nenhum que diga uma palavra. devo ter sido eu o responsável!
na noite passada, a tvi 24 estava a passar uma peça sobre corrupção neste atoleiro. uma festa. património público vendido a preço de saldo a gente com ligações ao governo, revendido imediatamente com muitos milhões de mais valia. o programa terminou abruptamente por quebra de sinal.
uma pequena amostra do inimaginável saque a que esta pocilga tem sido sujeita, por parte desta gente organizada em partidos políticos, já que quadrilhas do tipo da do zé do telhado, estão fora de moda.
o povo, esse continua bêbado, estúpido e, infantilizado. um excelente trabalho desenvolvido por governos e autarquias que entre o facilitismo escolar e a organização de carnavais, fez de gente normal, perfeitos quadrúpedes.

