Sábado, 28 de Maio de 2011

não se esqueçam de ir votar!

compreende-se facilmente a razão do empenho com que estas gentes dedicadas ao saque do país, colaboram nas campanhas eleitorais, arregimentando polícias, paquistaneses, idosos ou, qualquer outra espécie que mexa, para fazer passar a ideia de que os seus candidatos são exemplos de devoção popular.

por onde passe um destes candidatos, os aparelhos partidários lá tratam de compor a praça. em Faro foram polícias, em Évora paquistaneses e em Guimarães, velhotes.

ora, nesta última cidade, candidata a capital da cultura qualquer dia destes se houver dinheiro, está criada uma fundação para organizar a referida celebração cultural, cuja folha salarial paga pelos contribuintes através da respectiva câmara, é a seguinte:

Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:

-  Cristina Azevedo - Presidente do Conselho de Administração:
    14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
-  Carla Morais - Administradora Executiva
    12.500 €  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  João B. Serra - Administrador Executivo
    12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
     2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano, em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !

será somente um pequeno exemplo. mas suficiente para fazer perceber, o que faz correr a gente que organiza comícios, almoços e jantares de campanha.

ou pensavam que era mesmo por fé na política?