temos um país absolutamente desgraçado, onde os poderosos, através de chefias intermédias que o povo pateta julga escolher, saqueiam o trabalho, a dignidade de um povo totalmente imbecilizado por via de políticas apropriadas para o efeito.
os encarregados operacionais do saque, certamente com a justificação da recorrentemente invocada competitividade da economia, preparam-se para liberalizar os despedimentos. como já aqui disse, trabalhadores com vários anos de empresa, podem considerar-se imediatamente despedidos logo que estas leis – se assim se lhes pode chamar – entrem em vigor.
em nome de uma alegada competitividade que paga os mais baixos salários da europa pelo esforço do trabalhador, e os mais altos do mundo aos exploradores. compreende-se assim que as fortunas, numa época de crise mundial, cresçam obscenamente neste chiqueiro.
convém lembrar que aqui o salário médio dos trabalhadores, é metade do que se paga na europa. já o dos ditos gestores destas empresas que não podem pagar 500 € por um mês de trabalho, ganham mais 32% que os homólogos americanos, 22,5% que os franceses, mais 55% que os finlandeses, e mais 56% do que os suecos.
temos um presidente que vai entretendo o povo com lamúrias e lágrimas de crocodilo, lamentando aqueles que, tendo chegado a uma situação de pobreza extrema, não possam ser, uma vez mais roubados.
não há muito mais a dizer. continuar a aguentar até final, ir-mos embora desta pocilga ou, o mais aceitável, reagir violentamente e alterar o estado de coisas. doa a quem doer.

