Sábado, 27 de Agosto de 2011

e ninguém lhe explica

esta ladainha é um pretenso exercício analítico onde se insinua da forma reles que o elenco autárquico da murtosa não defende o concelho. a falta de frontalidade característica a estes pândegos é, em si mesmo, uma paródia.

nem quero saber se o dito elenco serve ou se serve da murtosa. a graça está em atribuir ao executivo uma pretensa diminuição da frequência da praia local. o escriba parece ter parado nos tempos em que a praia era dos pescadores e maldosamente, ninguém explica ao senhor que a praia, fria apesar de bonita, era muito frequentada nos tempos do turismo de bateira porque a ria não chegava ao algarve das águas quentes. assim, o pessoal das aldeias vizinhas, como diz e bem, enfiava-se nos barquitos e ia passar uma semana nos palheiros existentes.

ora a massificação do automóvel, o baixo custo das viagens aéreas (low cost), as vias rápidas construídas entretanto, levam facilmente até outras paragens a mesma malta que antigamente rumava à torreira. tanto a murtosa como toda esta zona lagunar, têm boas condições para desenvolver algum turismo mas, não o turismo balnear. a água gelada deste mar e as nortadas constantes que se fazem sentir na praia só não escorraçam dali aqueles que não podem ir mais longe.

algum turismo de qualidade, baseado na biodiversidade, nas paisagens locais, no tipicismo das actividades piscatórias e na gastronomia, seria possível desde que a região conseguisse entrar nas rotas do turismo internacional. só que não há condições mínimas para tal. este turismo requer boas instalações hoteleiras que por aqui, só em aveiro. de resto, são pensões a preços de hotel, e poucas. quanto à gastronomia, o articulista conhece por acaso algum restaurante em toda a região que possa servir esta clientela? por aqui, temos tascas, onde alguns corajosos, provavelmente por falta de opções, não comem, enchem a pança. ainda há dias, por falta de opções, serviram-me na torreira, num dos tascos mais conhecidos, umas tais sardinhas da torreira que tinham mais tempo de frigorifico que eu de vida e.., já não sou novo.

ora, deixem-se de merdas e, tenham coragem para assumir as coisas. se a questão é política, é dizer na cara dos cidadãos contratados para gerir a cousa pública que não estamos de acordo com as suas decisões. o resto, é o circo habitual que não leva a nenhum lado.