Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

como temos menos dinheiro a cada dia que passa, é natural que cortemos nas despesas

e assim vamos andando, de trambiqueiros em trambiqueiros, saqueados dos bens, e de qualquer futuro digno.

gentinha igual a toda a outra que passou, que mantém empregos e mordomias para os seus, enquanto alarga o saque fiscal, empobrece um país já de si pobre, e concorre ao alastramento da miséria em ritmo acelerado.

cortes efetivos na despesa inútil, nem por sombras. faz de conta, como as viagens em classe turística, aquela medida inusitada da redução da factura energética através da desobrigação dos funcionários públicos usarem gravata ou, a agora anunciada, redução do número de freguesias e vereadores sem pelouro que na sua maioria, estão a custo zero. tudo medidas com que este novo elenco de cómicos ofusca a impagável e demitida trupe socialista.

os municípios, os que gerem os orçamentos e gastam dinheiro em folclores, carnavais, rotunda e piscinas, esses mantêm-se, pela simples razão de que são os maiores empregadores não só do país, mas dos filiados nos partidos. fundem-se as freguesias, como se fundisse o território e as pessoas. como se as freguesias não custassem apenas o que as câmaras entendem, como se a fusão, eliminasse a despesa, o território e os seus habitantes.

a freguesia onde nasci e vivo, tem uma dotação anual de 150.000 mil euros; 100 euros por habitante/ano, para manutenção das ruas e património público. 100 euros, é quanto a autarquia de estarreja devolve à freguesia, dos 775 euros que pago, só de IMI. por isso vivo numa rua com valetas a céu aberto, mas num concelho onde há festas todo o ano.

caso a minha freguesia venha a ser fundida com outra vizinha, os mesmos 1.500 habitantes passarão a custar menos que os 100 euros anuais que lhes são devolvidos dos impostos exigidos? é que a verdadeira despesa, são os 650 euros excedentários entre o que pago de IMI e o que é estornado à freguesia para a sua manutenção. esses 650 euros, são usados para manter empregos inúteis, pagar carnavais e obras regimentais que interessam e beneficiam apenas quem delas aproveita ou, se aproveita.

redução de despesa, seria exigir-me apenas aquilo que a autarquia gasta efetivamente com o meu bem estar. 100 euros por ano. e poupar-me os 650 que me obriga por via da extorsão fiscal, para pagar boys, comendas e sinecuras.

seria difícil imaginar uma seita pior do que a anterior. um vendedor de usados mais habilidoso que o engenheiro. um charlatão que não fizesse de sócrates um anjinho. porém.., ei-los!

assim, cortes na despesa, só na dos contribuintes que vão trocando manteiga por margarina, medicamentos por chás, sopa por caldos. de resto, tudo como dantes.