No regresso, era outra festa; o São Paio dos aguados, ou dos augados como se dizia; os que não puderam ir à Torreira, de farnel à cabeça, iam esperar os romeiros ao local do Porto, onde tomavam lugar nos barcos e faziam com estes o percurso até ao Ribeiro. Contava-se da festa e fazia-se uma nova festarola até à chegada ao Ribeiro. Abriam-se então os farnéis e começava a dança.
Em Salreu, no esteiro onde mestre Garrido construiu bateiras e moliceiros, que circulavam por estes braços da Ria, evocou-se hoje o S. Paio dos aguados. E o esteiro de Salreu ganhou vida, por magia, regressou aos tempos de então quando os festeiros a S. Paio da Torreira regressavam às suas aldeias, vagando nestas vias de águas mansas que o inexorável tempo, de conluio com a modernidade, tenta fazer esquecer aos poucos que ainda lembram estas viagens.
Bem hajam os promotores desta reconstituição, emocionante. É reconfortante saber que ainda à gente atenta e capaz de guardar e trazer à vida, as nossas raízes culturais.

