Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

bater punhetas a grilos

eu acho muito bem. aplaudo de pé. se há poder local que sabe antecipar necessidades, é o de estarreja. a ideia de estender o parque de lazer à margem sul é mesmo uma ideia do catano, já que, como é sabido, o espaço actual é claramente insuficiente para albergar tanta mosca varejeira. ora, com o desemprego a subir e a vontade de trabalhar a decrescer por via do assalto fiscal, o alargamento deste espaço mais que prioritária,  é uma obra de caridade.

então a ideia da ponte pedonal, é um must. nem que seja apenas para gastar mais um milhão de euros sacados aos contribuintes europeus, já que para as restantes pinturas murais anunciadas, parece não haver graveto, e sendo certo que a dona ângela já disse que não há mais pão para malucos.

já pudemos imaginar mais esta notável obra de engenharia, uma sólida estrutura para aí com dez metros, erguida sobre as bravas águas do antuã, ligando finalmente a cidade, à margem sul, pondo assim fim ao isolamento das populações daquela margem. aqui, antevê-se o aproveitamento dos improdutivos terrenos para a implantação de estruturas públicas necessárias ao apoio de desempregados, velhos e mandriões, tais como umas mesas para merendas – área em que o concelho é carenciado – uns escorregas para os gaiatos, mesas e bancos para torneios de sueca, pistas olímpicas para chinquilho, etc.

mas, o maior benefício desta empreitada, será a utilização da nova ponte para os desfiles de carnaval, pondo fim à inclassificável segregação a que o sítio de salreu tem sido sujeito. agora sim, o carnaval pode chegar aquela vila, com a mais valia dos marchantes verem os seus gingares e requebros ampliados pelo balanço da estrutura, o que garantirá um significativo aumento qualitativo na prestação dos cuidados de saúde, perdão, da qualidade do maior evento social, empresarial, social e económico, para o qual os pagadores de impostos vão contribuindo, o célebre carnaval de estarreja.

ora estas grandiosas obras de fomento, não se coadunam é com o mercado, a praça como lhe chamam, ali mesmo nas traseiras da câmara, sempre a atazanar os narizes sensíveis dos senhores funcionários (ia a dizer trabalhadores municipais) com os fedores dos galináceos ali mesmo encostados ao edifício, já para não falar do fénico que exala do peixe congelado que, quando misturado com odores sovacais, deverão provocar gigantescas alergias nos cerca de 300 funcionários camarários que diligentemente labutam por conta do povo.

será pois oportuno, despejar o mercado lá para o meio dos pinhais, perto de albergaria talvez. resolvem-se logo dois problemas. ajuda-se o negócio dos supermercados e acaba-se com a balburdia em tão nobre zona, e a gente escusa de ir à cidade, até porque beduído, ou estarreja como é conhecida, é para uso do pessoal da câmara e não dos trolhas que a vão sustentando.

ps: agora que as árvores da praça barbosa foram deslocadas, o que fazia mesmo falta no local era uma pista de patinagem, desporto muito popular por estas bandas. até porque isto das árvores, não interessa a ninguém. como o cimento é que fomenta a economia, uma ou duas rotundas – há espaço – também serviria, a todos claro.

governo reitera legalidade dos cortes salariais

Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública.

Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância.

De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite. É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas. É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos. Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.

É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa. No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal". Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas [...) derrubou o regime fascista". Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo.

Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação.

Luís Menezes Leitão

Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

encontrado o homem do leme

o senhor aníbal de boliqueime, presidente de todos os portugueses, – pessoalmente dispenso a dita até porque faço questão de me auto-representar, delegando tal competência em qualquer gajo que não tenha feito mais valias na trafulhice do bpn,  ou seja proprietário de imóveis de aquisição pouco clara – foi eleito por uma minoria de eleitores, menos de 25%, uma mescla de indivíduos que vivem à sombra e custa do regime, e um número indeterminado de idiotas que apostam toda a sua estupidez na estabilidade do caminho para a falência nacional.

que se fodam todos, porque estão bem uns para os outros.

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

111.000 €

por minuto só para pagar juros, é quanto os contribuintes retiram ao seu património para pagar toda a trafulhice perpetrada pelos comediantes que os trolhas que somos, temos vindo a eleger para nos governarem.

estão a pagamento os estádios de futebol, as estradas concertadas entre os farsolas e os amigos construtores, as 130 rotundas construídas pelo soba de viseu, às quais se juntam muitos milhares de outras mandadas construir por outros sobas municipais, as piscinas públicas em cada aldeia a que também não falta o seu pavilhão gimnodesportivo (muitos deles sem qualquer uso ou atividade) o roubo no bpn cujo buraco financeiro a trupe se apressou a nacionalizar, as fraudes do sucateiro, os milhares de salários pagos a gajos que ninguém conhece espalhados por ministérios, autarquias, institutos e fundações (a tal base de apoio de que o engenheiro de marquises fala) e tantas outras vigarices que a espuma dos dias vai lavando.

chegados a um nível primário de inteligência que não nos distingue dos bovinos, preparamo-nos para legitimar a continuidade do regime e consequentemente toda a podridão que fede a cada pontapé que se dá na primeira pedra que nos apareça. os idosos, continuam a trocar a responsabilidade de construir um país, por uma excursão de autocarro à aldeia vizinha (à conta da câmara, dizem) enquanto que os mais novos, formados e criados na irresponsabilidade que nos caracteriza, tão numa boa, e não querem saber disso para nada.

se tivéssemos qualquer resquício de dignidade ou sombra de inteligência, o senhor aníbal ganharia as eleições com os 800 votos dos amigos que integram a sua comissão de honra, e nem mais um. mas, adivinha-se as folias de carnaval, financiadas pelas autarquias com dinheiros emprestados a 6,7% pelos malditos mercados, trocados por papelinhos e serpentinas, reis e rainhas tirados da cartola para gaudio dos trolhas, e glória dos sobas.

não me falta nascer duas vezes para ser sério mas sim, para ser esperto

estou de abalada, seguindo o exemplo do senhor aníbal, para a quinta da coelha. vivendas as 27 mil contos, sol, praia, e vizinhança ilustre. aqui na aldeia, por este preço não se compra um galinheiro em ruínas.

Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

é bom que tomem consciência

Enquanto o País se distrai com questões de espuma, como eleições em clubes e outras trivialidades, estão a ser preparadas algumas surpresas disfarçadas de reformas estruturais. É o caso desta reforma em negociação, um "velho sonho" do patronato, que promete talvez centenas de milhares de desempregados, condenando todos os trabalhadores portugueses a um destino chinês.

Já escrevi aqui sobre o tema, quando surgiram as primeiras notícias. Na altura, falei em "engenharia social" do pior género, mas na realidade as propostas apontam para "dumping" social. Portugal será mais competitivo porque os seus trabalhadores serão despedidos com uma facilidade que não existe nos restantes países europeus. Com as indemnizações propostas, os patrões terão forte incentivo para despedir os trabalhadores mais velhos. Não apenas será barato fazê-lo, mas compensará substituir pessoas que têm salários mais altos devido à sua antiguidade na empresa.

No fundo, o mercado laboral português só terá precários. Os que já o são e os que se preparam para o ser. Com a actual lei, um trabalhador que ganhe 700 euros por mês (e faço as contas por alto), com 30 anos de empresa, receberia uma indemnização mínima de 21 mil euros no despedimento; se os valores propostos pela CIP forem aprovados, receberá à volta de 4 mil euros, apesar de lhe faltarem 10 anos para a reforma. É um quinto da verba. A proposta da CCP é um pouco mais generosa, 6 mil euros, ou um terço. Mas também será o mesmo que um trabalhador com 12 anos de casa, o que penaliza a lealdade e a experiência.

Curiosamente, estas propostas concentram-se nos valores mínimos, não nos máximos. Um gestor que ganhe 10 mil euros, que tenha doze anos de empresa, receberá 120 mil. Isto é absurdo. Os pobres pagam a crise.

Existe aqui outro problema. Se os trabalhadores mais idosos forem sistematicamente despedidos, terão de ficar no desemprego (que o Governo ainda lhes pode tirar) ou numa qualquer prestação social (que o Governo ainda lhes pode tirar). Se não forem sustentados pelo Estado, serão hiper-pobres; se forem sustentados, o orçamento é que paga a competitividade chinesa das empresas. Mas a dita reforma pode criar centenas de milhares de desempregados e aumentar a pobreza a um nível insustentável.

Isto não é social-democracia nem socialismo. É apenas estúpido e contra o País real. O Governo deve optar por uma solução gradual e socialmente justa na questão das indemnizações aos trabalhadores mais antigos.

 

Luís Naves in Albergue Espanhol

Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

sem tirar nem pôr

Dez milhões de portugueses foram vítimas de uma fraude, que os fará passar anos de miséria.Toda a gente acusa deste crime, único na nossa história recente, entidades sem rosto como os “mercados”, a “especulação” ou meia dúzia de agências de rating, que por motivos misteriosos resolveram embirrar com um pequeno país bem comportado e completamente inócuo. Mas ninguém acusa os verdadeiros responsáveis, que continuam por aí a perorar, como se não tivessem nada a ver com o caso e até se juntam,quando calha, ao coro de lamúrias.

Parece que não há um único político nesta terra responsável pelo défice,pela dívida e pela geral megalomania dos nossos compromissos.O Estado foi sempre administrado com bom senso e parcimónia. Tudo nos caiu do céu.Certos pensadores profissionais acham mesmo que o próprio regime que engendrou a presente tragédia é praticamente perfeito e que não se deve mexer na Constituição em que assenta.Isto espanta, porque a reacção tradicional costumava a ser a de corrigir as regras a que o desastre era atribuível.Basta conhecer a história de França, de Espanha ou mesmo de Portugal para verificar que várias Monarquias, como várias Repúblicas,desapareceram exactamente pela espécie de irresponsabilidade (e prodigalidade) que o Estado do “25 de Abril” demonstrou com abundância e zelo desde, pelo menos, 1990.A oligarquia partidária e a oligarquia de “negócios” que geriram, em comum, a administração central e as centenas de sobas sem cabeça ou vergonha da administração local, não nasceram por acaso.Nasceram da fraqueza do poder e da ausência de uma entidade fiscalizadora.Por outras palavras, nasceram de um Presidente quase irrelevante; de uma Assembleia em que os deputados não decidam ou votam livremente; de Governos, que no fundo nem o Presidente nem a Assembleia controlam; de câmaras que funcionam como verdadeiros feudos; de uma lei eleitoral que dissolve a identidade e a independência dos candidatos.Vivendo a nossa vida pública como vivemos, quem não perceberá a caracterizada loucura das despesas (que manifestamente excede o tolerável), a corrupção (que se tornou universal), os funcionários sem utilidade, o puro desperdício e, no fim, como de costume, a crise financeira?A moral da coisa é muito simples: só se resolve a crise mudando de regime.

(Vasco Pulido Valente, Opinião, Público, 15 Janeiro 2011)

Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

sentido de voto

fuck-off

eu que não sou gajo de tabus  e estou farto de ser roubado por toda a sorte de vigaristas que resolvem viver à conta dos contribuintes, revelo já e em primeira mão o meu eleito para a presidência deste chiqueiro.
 
voto em branco, seria preferível, já que a abstenção apenas legitima a continuação do inqualificável saque perpetrado por esta gandulagem mas, como implica custos de deslocação, vai mesmo um sonoro foda-se, colectivo e sem exceção.

gajos sérios porque não se riem

estava aqui a pensar nas vezes que me falta nascer, para ser sério e ter vivendas no algarve ao lado de gente tão ilustre.

Domingo, 16 de Janeiro de 2011

a triste caminhada para a pobreza infinita

é irreversível.

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

um caso de sucesso

percebemos o manicómio em que vivemos quando o doido que faz de primeiro-ministro considera a colocação da dívida um sucesso, qualquer que seja o parâmetro pelo qual se analise. O leilão foi um sucesso na procura e um sucesso no preço, e isso é a melhor demonstração de confiança na economia portuguesa por parte dos mercados.

colocar dívida soberana a 6,8%, é um sucesso, para quem empresta obviamente. Já agora, um dia depois, a espanha em operação semelhante contraiu empréstimos a 4,5%. portanto, como diria o senhor aníbal, é não fazer ondas para não aborrecer os credores.

Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

tenham paciência

mas para os boys, não pode faltar.

Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

parasitismo

tem de se reduzir os apoios sociais, acabar com as pensões dos gajos que descontaram para tal, aumentar os impostos, acabar com a saúde, e obrigar cada trolha a dar um litro de sangue por mês, para exportação. de outra forma, como é que se mantem estas sanguessugas?

é mesmo de um líder assim que os trolhas estão a precisar


sem comentários.

até quando vamos permitir que nos roubem?

o Banco Nacional da Suíça deixou de aceitar a dívida soberana portuguesa ou dos bancos lusos como garantia nos empréstimos que concede. os que ainda vão emprestando, exigem o sangue da nação traduzido em taxas de juro simplesmente impagáveis, dinheiro este que o país vai gastar a organizar desfiles de carnaval, como é o caso de estarreja.

enquanto isso, muitos milhares de portugueses mergulham no desemprego, vêm os seus rendimentos absorvidos por impostos escabrosos e reduzidos por força de lei, a fome alastra no país, e o desespero toma conta deste atoleiro.

o mais sério candidato à presidência, bate-se com a imoralidade de ter obtidos lucros significativos num negócio falido cujos prejuízos foram nacionalizados, tendo como máxima de campanha que não estamos em tempo de experimentalismos, devendo o país manter o rumo.

o gajo que faz de primeiro ministro e principal responsável pela miséria instalada, desapareceu de cena. ao que se sabe, anda a inaugurar chafarizes e alcatroamentos.

mas, vem aí o carnaval e as autarquias pela mão sábia dos pastores, já fizeram os necessários investimentos para manter o povo feliz. as quadrilhas têm  36 anos de experiência e não se deixam abater por desgraças alheias.

o país de sucesso

liderado por aldrabões e vigaristas que nos conduzem à mais perfeita miséria, está aqui descrito.

Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

tudo boa rapaziada

este é um atoleiro onde vergonhoso, é viverem ainda trolhas que não lançam mão a tudo o que lhes passe ao alcance da dita.

estes indivíduos que andam por aí a tentar convencer os brutos a elegê-los para presidente da pocilga, entraram no que dizem ser, ataques sujos e indignos.

o senhor Aníbal, acha sujo que lhe perguntem como se processaram os negócios que teve com a sociedade lusa de negócios, proprietária do falido bpn que os contribuintes estão agora a pagar. Ora o senhor Aníbal, sendo economista, saberia melhor que ninguém, que negócios de ações com rentabilidades de 140% ao ano, acordados entre amigos e correligionários, teriam pouca transparência. honestamente, a coisa só me incomoda pela simples razão de que, também eu, estou a ser esfolado para pagar uma das maiores falcatruas que se fizeram neste acampamento.

de resto, mais este triste espetáculo, apenas evidencia aos trolhas que o voto certo, é o voto em branco. 

Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

não estamos em tempos para experimentalismos

diz o senhor Aníbal, que tão elevado contributo tem dado à governação desta pocilga. continuemos pois pelo mesmo caminho, fazendo as mesmas coisas, elegendo os mesmos trastes, e vivendo de forma igual. como diria o saudoso vasco santana, segue sempre e por bom caminho.

aqui chegados

58.000 € mensais para entreter velhos e atrasados mensais, num país que paga 5.400 ao seu primeiro-ministro, ajuda a perceber o grau de atrofiamento a que chegámos. parabéns.

Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

deveremos pois,

ter mais medo das polícias e das seitas que fazem leis, do que daqueles a quem já chamámos ladrões.

Domingo, 2 de Janeiro de 2011

o sucesso da pocilga

os media deste atoleiro, de gatas perante o socratismo ou quem lhe atire umas migalhas, é igual, não se cansam de apregoar aos patetas, o país de sucesso que consome mais a cada natal, esgota os hotéis de luxo para a passagem de ano, e vai de férias para os paraísos tropicais.
 
distraídos que andam a tentar ganhar o pão nosso de cada dia, e se possível, um lugarzito de assessoria numa junta de freguesia qualquer, nem que seja em vilar de maçada, omitem que a fauna com dinheiro para consumir à vara larga, é a mesma de sempre. só que, atualmente, mais rica, contrariamente aos trolhas que trabalham um mês por 485 euros, que estão substancialmente mais pobres, e endividados.
 
é que os 5 mil milhões de euros que desapareceram do bpn, não se evaporaram. assim como mais estes 50 mil milhões que deveriam ter sido investidos no desenvolvimento do país. estão nas contas caladas de um punhado de artistas, e outro destes arrivistas que tomaram conta do gado, vai para quarenta anos.
 
os trolhas, esses vão moirando e passando fome para pagar as falcatruas, desfalques, roubos, aproveitamentos, e dívidas contraídas em seu nome sem que para isso tenham sido, tidos ou achados. para manter os luxos do país de sucesso, diminuem-se salários de quem trabalha, reduzem-se benefícios, cortam-se apoios, reduzem-se comparticipações, eliminam-se serviços, aumentam-se impostos, encarecem-se produtos e serviços essenciais como combustíveis, energia, transportes, ou mesmo, o pão e a água.
 
a massa de imbecis de que somos feitos, mantém-se alheada e submissa, vivendo nas marias e holas a vida farta das sanguessugas que sustenta. portanto, fodam-se.

fazem bem

em continuar a desbaratar o dinheiro pedido a juros de 7% no estrangeiro, se é que alguém ainda empresta. é bastante elucidativo quanto ao sentido de responsabilidade, rigor na gestão, e consciência da realidade que reina na autarquia. valha-vos deus.

no país do burro

O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação veio agora confirmá-lo: depois de uma análise exaustiva a 1700 escolas, parece que os alunos do 8º ao 12º ano não sabem raciocinar nem escrever. Segundo o GAVE, as nossas ‘crianças’ são incapazes de estruturar um texto; explicar um raciocínio com lógica; utilizar linguagem rigorosa; e, Deus meu, utilizar diferentes conceitos da mesma disciplina. Por outras palavras: as nossas ‘crianças’ são capazes de exercícios elementares, como acontece com alguns símios de laboratório; mas o passo final para o conhecimento humano está-lhes interdito.

Isto, ao contrário do que sucedeu com o PISA, não mereceu do governo um comentário. O que se compreende: os nossos governantes, a começar pelo líder da banda, são também um produto do analfabetismo e da lassidão que reinam no sistema de ensino. Confrontados com o relatório do GAVE, o mais certo é não saberem lê-lo ou interpretá-lo.

João P. Coutinho – Correio da Manhã

Sábado, 1 de Janeiro de 2011

hoje, esqueçam as telenovelas. vejam antes isto