Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

fui a estarreja

enquanto se vão passando barbáries como as relatadas no post infra, tive de ir a estarreja. ao banco. a praça fervilha com o carnaval. uma azáfama pouco vista, a não ser para festas. postes, tendas, roulottes em cima dos passeios num notável esforço empresarial que só pode culminar na afirmação feita por um idiota de serviço, de que é necessário construir a aldeia do carnaval. como se estarreja não fosse a dita aldeia, e como se aqui, não fosse sempre carnaval.

os dinheiros emprestados que o país mendiga pelo mundo, a taxas superiores a 7%, não servem para salvar vidas. servem para gastar em desfiles carnavalescos que alimentam a tremenda idiotice e irresponsabilidade instaladas. uma gentinha que nem sequer tem o bom senso genético e comum ao gado de duas patas, de não gastar o que não tem, de poupar os poucos recursos que nos vão emprestando, porque os teremos de pagar com língua de palmo. fraca gente esta, a que somos.

do estado a que isto chegou

No Dia Mundial das Doenças Raras, a Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras denuncia que o Hospital de São João está a recusar medicamentos para poupar dinheiro. A associação diz que há dois doentes que estão a morrer por falta de tratamento, como conta o repórter Jorge Correia.

Contatado pela Antena 1, o Hospital de São João limita-se a afirmar que não passa medicamentos que não estejam licenciados pelo Infarmed.

Entretanto, como se a selvejaria tivesse descido de vez à cidade, o Hospital dos Capuchos está a exigir os dados do IRS aos doentes para perceber se podem pagar a medicação do seu bolso.

Já não basta dizer, como António Arnault, que há gestores hospitalares que deveriam estar em “fábricas de sabonetes”. É preciso uma intervenção social mais radical. Ao tiro se for preciso.

No 2711 (vinte sete, onze)

Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

pulhas

Dizem-me que a sicn acabou com o programa "Plano Inclinado" onde apareciam Henrique Medina Carreira, João Duque e, antes do Tagus Park, Nuno Crato com convidados intermitentes. Não seria, seguramente, um programa de "massas". Medina Carreira insistia em mostrar quadros que evidenciavam uma realidade económica e financeira que incomoda ser exibida semana após semana porque não muda. Ou, quando muda, muda para pior e isso via-se nos quadros de M. Carreira. Em compensação, os programas engraçadistas ficam e reforçam-se no seu idiotismo congénito e na sua miséria acéfala. Este país não é nem para velhos nem para novos. É para pulhas.

Adenda minha: espaço a preencher por um daqueles programas de entreter deficientes mentais, tipo fátima lopes, julia pinheiro ou outra serviçal qualquer. sempre se enquadra melhor no povo que vamos sendo.

o sufoco

faltava calar estes. Inacreditável o que se passa nesta pocilga. ainda falam nos tempos da pide e da censura. merda de povo que se deixa à mercê de reles quadrilhas políticas compostas de oportunistas, gatunos e marginais.

Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

é no que dá nomear ministro, qualquer lavadora de escadas

relatório do desastre, a ler aqui.

Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

até os egípcios já se fartaram de gatunos. nesta pocilga, assiste-se ao milagre dos pães

meia dúzia de trolhas e outra de serviçais, andam aí nos media e redes sociais a discutir a quadratura do círculo, ou seja, a espuma dos dias que passam e nos vão deixando mais miseráveis.

o assunto do momento é, ou são, as moções de censura ameaçadas por quase todas as quadrilhas de comediantes que tomaram conta desta pocilga. todas criticam o governo, o artista que faz de primeiro ministro, e todas acham que estes devem cair, face à situação a que chegámos. igualmente, todas acham que não devem votar favoravelmente cada proposta da dita, ficando-se tudo pelo espetáculo miserável de que vamos sendo vítimas. e nestes termos, o barco continua a afundar e a orquestra a tocar. é o ambiente de opereta em cena.

na vida real, os velhos morrem sem que ninguém dê por nada, os juros da dívida a seis meses já ultrapassam os 7%, o desemprego os 11, e perspectiva-se um novo aumento da idade de reforma, seguramente para que os velhos morram na rua e não escondidos nas suas habitações. os cornos mansos que levam com esta merda toda, continuam entretidos com telenovelas.

alternativa, é certo que não há a menos que os alemães, em vez de nos levarem apenas os jovens habilitados para o trabalho, herdem o resto desta gajada e ponham mão nesta choldra.

quanto às políticas do engenheiro de marquises e respectivo coro de nulidades, para não irem mais longe, pode ser para o caralho, levando por companhia os louçãs, os jerónimos, os portas, coelhos, e demais trupe do circo.

Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Que esperto que eu sou

Que parva que eu sou