Sexta-feira, 25 de Março de 2011

para ver no intervelo das telenovelas

a não perder

vem aí uma campanha muito catita.

um cidadão exemplar

a este exigente líder, que quer assegurar a famosa uma maioria, um presidente, exijo eu e antes de mais, contas da sua governação enquanto primeiro-ministro, 11 anos durante os quais os fundos que se deveriam destinar ao desenvolvimento da pocilga, foram delapidados em cimento, alcatrão, formação profissional de faz-de-conta e prebendas aos amigos. Quem em 5 anos de presidência, manteve a postura cobarde do deixa andar, até ao buraco a que chegámos. a este cidadão exemplar, exijo eu a devolução das mais valias que obteve na trafulhice do bpn que eu estou agora a pagar.

Quinta-feira, 24 de Março de 2011

vai com deus, que a gente fica para pagar

quando o engenheiro de marquises tomou posse no seu primeiro mandato, escrevi aqui que o cavalheiro, deixaria o país falido. não foi então uma afirmação gratuita, ou irresponsável. não foi sequer futurologia ou palpite. bastava ler os sinais para se perceber o caminho.

irá bem. nesta choldra, ninguém ligado ao poder é responsável e muito menos responsabilizado pelos seus actos. a pachorra do gado, é infinita. chegou rusticamente enfarpelado, e sai com guarda fato armani e o futuro salvaguardado.

venha o próximo que a vida custa a todos.

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

vem aí o alterne

o cheiro era nauseabundo. tenha eterno descanso a gozar os milhões. o que aí vem, não será melhor. bem antes pelo contrário. o problema não está nos líderes mais ou menos passageiros. está sim, no sistema e esse, continua.

Terça-feira, 22 de Março de 2011

mudar tudo para que tudo fique na mesma.., ou pior!

"Pedro Passos Coelho considera que a implementação de um programa mais duro seria mais eficaz se contasse com o apoio dos partidos políticos e dos parceiros sociais." – TVI24

Depois, não digam que não foram avisados.

Segunda-feira, 21 de Março de 2011

seres decentes

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.

O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.

Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.

O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.

Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.

Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro.

Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.

As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.

Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»

O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria,pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.

“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.

Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta - acrescentando os outros.

“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”.

O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.

Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar- -nos, a acreditar-nos - condição imprescindível
ao futuro dos que persistem em ser decentes.

 

Fernando Dacosta

Sábado, 19 de Março de 2011

basta desta gente!

basta

adjectivos para classificar o carácter de gente desta, vão faltando, ou estão gastos. gente sem pingo de vergonha, quais novos Robin Hood invertidos, roubam os pobres para entregar aos ricos, e se pagarem como querem e entendem.

Terça-feira, 15 de Março de 2011

a saúde mental dos portugueses

Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público, 2010-06-21

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projeto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a atual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres
humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os diretores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à atividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra

já basta

 

basta

o fedor é insuportável.

este cheiro a cadáver é insuportável

acho bem. o pessoal do taco na mão que empresta o guito tem de ter algumas vantagens. mas, para não desequilibrar as contas ao teixeira, o pão tem de passar para 23%. até porque farinhas e massas fazem engordar.

Domingo, 13 de Março de 2011

é impressão minha

ou o engenheiro de marquises não aprendeu nada com o caso da insitel?

precários à-rasca

Não foi brincadeira de carnaval, não foram meia-dúzia de indigentes a protestar contra o preço das bejecas, não foram meninos bem a reclamar emprego, conforme os apóstolos de serviço ao regime tanto pregaram.

quem vai observando a blogosfera dá conta das cambalhotas que os escribas de serviço vão dando em função de interesses próprios ou, dos do partido. não se espera de alguém que emite opinião, isenção. a opinião é sempre pessoal, logo, veicula um ponto de vista. o do emissor.

habituei-me a alguns poucos blogs de referência, de entre eles, o portugal dos pequeninos e o jumento. ainda hoje os visito diariamente, respeito e aprecio a verbe dos seus autores mas, as ideias e opiniões expressas perderam aquela pouca isenção que as credibilizava.

em qualquer dos casos, as posições tomadas radicam no princípio manhoso de que se é amigo não tem defeito; se é inimigo e não tem, arranja-se.

os textos publicados nos últimos dias no jumento acerca da manifestação dos à-rasca, são pura parvoíce, para lhes não atribuir adjetivo mais apropriado. o autor sabe perfeitamente que as oportunidades de primeiro trabalho, nos dias que correm, não são as mesmas que havia quando terá começado. no meu caso, tive dificuldade em decidir-me pelo primeiro emprego, já que tinha três ofertas simultâneas. saberá igualmente que as solicitações a que os jovens são atualmente sujeitos, nada têm a ver com o que se passava há 30 anos atrás. saberá ainda que nada nem ninguém pode progredir quando alinhamos pela fasquia mais baixa. manifestar acordo a baixos salários, à redução de qualidade de vida, ou ao corte nas pensões de reforma, é apenas oportunismo conjuntural. esquece seguramente que quanto mais estes indicadores baixarem, menor será a sua própria qualidade de vida, e mais baixa a sua própria pensão quando chegar a sua vez.

quem leu aquele blog antes da sua declarada adesão ao PS, será tentado a pensar que o autor não será o mesmo. percebe-se que teve de mudar. criticas ao patrão, costumam acabar no fundo do desemprego.

já quanto ao doutor gonçalves do portugal dos pequeninos, peca pela defesa intransigente dos amigos, nomeadamente os senhores cavaco e silva e santana lopes. a coisa raia o ridículo, tanto mais que estas personalidades apenas se têm destacado pela sua pouca significância política, e pelo papel que desempenharam na triste situação a que chegou este país.

claro que, tal como os referidos, o que aqui vou debitando não é isento. apenas opinião. acontece no entanto, que não sendo isenta, é apartidária, sem amiguismos, e minimamente solidária. defensora de um país mais sério, trabalhador, rico e justo. aqui não se alinha por baixo não se defende a miséria, e muito menos se apaparica quem nos fode.

provou-se esta tarde no sítio certo, a rua, que precários, somos todos nós. enganados, espoliados, roubados e fodidos.

quero acreditar que, se um dia este país vier a ser um lugar onde se possa viver do trabalho honesto, teremos na rua todos os precários albergados nos e pelos partidos. será então a sua hora de reclamar um subsídio de desemprego, uma pensão de subsistência, ou a reforma que hoje condenam a quem cumpriu todos os preceitos determinados para a sua obtenção. espero que na ocasião, ninguém lhes chore o pão, os mande trabalhar, ou para algum outro sítio menos próprio.

Sábado, 12 de Março de 2011

geração à rasca, mais os próximos enrascados

nas calmas, parece aceite pela sociedade a nova flexibilidade laboral que vai permitir o despedimento de todo e qualquer trabalhador, a troco de meia-dúzia de patacos (10 a 20 dias por ano de trabalho). em conformidade, podem considerar-se despedidos todos aqueles que, por força da antiguidade nas empresas, adquiriram salários mais elevados, regalias sociais, décimos terceiro e quarto meses, subsídios vários, etc., etc.

considerem-se substituídos por uma dos à rasca que hoje se manifestam contra a precariedade laboral. este, jamais será efetivo, jamais terá qualquer vínculo laboral, direitos ou regalias sociais.

os que hoje, tendo emprego garantido, estão calmamente sentados a ver a bola, são num futuro muito próximo os novos desempregados. com sorte, os novos precários. para os empregados fabris e outros, mais ou menos indiferenciados, cujos salários cresceram por força da antiguidade, começou a contagem decrescente. rapidamente serão substituídos por mão-de-obra igualmente indiferenciada mas, a 500 euros mensais, e sem vínculo laboral.

portanto, deixem-se estar a ver a bola e podem começar a fazer ninho no sofá.

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

continuem calados e sossegadinhos que as coisas vão por bons caminhos

To: 'pm@pm.gov.pt'; 'gab.mf@mf.gov.pt'; 'belem@presidencia.pt'; 'gp_ps@ps.parlamento.pt'; 'gp_psd@psd.parlamento.pt'; 'gp_pp@pp.parlamento.pt'; 'bloco.esquerda@be.parlamento.pt'; 'gp_pcp@pcp.parlamento.pt'

 

Exmos Senhores,

José Sócrates e Teixeira dos Santos,

Pela voz do segundo, foi hoje anunciado a criação de um novo imposto (contribuição especial, como lhe chamou) aplicável a pensões de reforma acima de 1.500 euros.

Na senda do desastre socioeconómico perpetrado por sucessivas governações, já nada nos estranha. Alguns de nós têm total consciência que vamos de PEC em PEC, até à declaração inevitável da banca rota que se perspectiva. As medidas que os senhores vêm tomando, apenas agravam a situação, como sabem. Quando se corta no papel higiénico, a consequência, é sujar as mãos.

Um reformado com 4 ou 5 mil euros de pensão, que à excepção dos aposentados da política que se reformaram ao fim de 8 anos de actividade, ou fizeram o circuito das empresas públicas, descontou mediante as regras em vigor, durante 40 anos. Os senhores sentem-se hoje capacitados para alterarem as regras desse jogo por via do decreto que unilateralmente, transforma em lei o que vos passa pela cabeça, sem medir as consequências, como se tem visto.

Uma pensão de 5.000 euros, retorna ao estado, entre 75 e 80% do mesmo valor, por via de uma insustentável política fiscal que garroteia o país e tem exportado para outras paragens as empresas, inviabilizado o investimento interno, cortado o consumo, e empobrecido os portugueses. Estas pensões são taxadas em 43% para IRS. Do restante, e em tudo o que possam comprar, vão 23 para IVA. Acrescem taxas e impostos vários que dificilmente se listam por completo; de selo, imis, esgotos, audiovisual, terrestre, combustíveis, renováveis, parques e parquímetros, scuts, etc, etc.

Esta carga fiscal, ultrapassou há muito os limites do socialmente justo. A consequência, é uma crescente economia paralela a que os cidadãos se veem obrigados, sob pena de não conseguirem subsistir ou alimentar as famílias. Os senhores insistem em políticas de empobrecimento, enquanto entretêm a bovinidade reinante com a distribuição de brinquedos tecnológicos a crianças, e passeios de autocarro a velhos.

Políticas conducentes a uma instrução séria, captação de investimento, instalação empresarial, activação de sectores produtivos como a agricultura ou pescas, parece não vos passar pela cabeça. Criar riqueza para distribuir, exactamente o contrário do resultado das vossas políticas.

Como não tenho qualquer simpatia partidária, nem dívidas fiscais, estou à-vontade para vos dizer que o país tem duas soluções. Ou os portugueses emigram para países onde possam ganhar a vida, ou fazem disto um local sério onde os detentores do poder têm de prestar contas dos seus actos.

Com a classe política que temos, é certo e seguro que o único caminho, é o que trilhamos. E este, apenas levará a um crescimento; o da pobreza.

Enquanto português, pagador de impostos e eleitor quando vos convém, há muito que desacreditei do regime, pelo que o meu voto, é branco. Resta-me apelar a algum bom senso que possam ter. O certo, é que um país não se desenvolve com processos de Bolonha, novas oportunidades, uma justiça incapaz, ou propaganda de que é possível viver sem trabalhar. Vamos reduzindo; o emprego, a instrução, a saúde, a competência, a capacidade de criar, a riqueza, a iniciativa privada, a vontade de investir num país falido, enquanto vamos aumentando impostos, e reduzindo salários.

Valha-nos Deus.

Abel Cunha

ajuda externa,

só quando não houver guito pra pagar aos eleitores, entenda-se, boys e girls encostados.

pergunto eu,

reduzir salários e pensões não configura uma quebra unilateral de contrato? e estamos à espera de quê para pôr o engenheiro e o dos santos em tribunal?

de pec em pec

o cómico que faz de ministro das finanças, acaba de anunciar mais um pec, já e antes que chova para 2012, visando entre outras novas calamidades, cortes nas pensões de reforma. assim, de pec em pec até à declaração de banca rota.

incompetência, irresponsabilidade, incapacidade? talvez de tudo. mas, pôr o país a trabalhar, a produzir riqueza parece não estar ao alcance destas mentes de opereta que se mantêm agarrados ao poder com que vão governando a vidinha própria.

pensões douradas acima de 1.500 euros. demagogia pura que só um povo de brutos pode admitir. uma pensão de 3, 4 ou 5 mil euros, é imediatamente reduzida em 43% para IRS. do restante, e em tudo o que comprar, vão 23 para iva. juntam-se-lhes taxas e impostos vários que dificilmente se listam por inteiro; de selo, imis, esgotos, audiovisual, terrestre, combustíveis, renováveis, parques e parquímetros, scuts, etc, etc.

de uma reforma de cinco mil euros, ficarão livres de impostos, 1.000. são estes os novos ricos desta pocilga.

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

em estarreja é sempre carnaval

definitivamente, este é um manicómio a céu aberto. ouvi há pouco o senhor vereador silveira dizer na rádio que a associação do carnaval e a autarquia, vão organizar mais um desfile carnavalesco lá para depois da páscoa.

está mal! num país que anda pelo mundo a pedir dinheiro emprestado para comer, é carnaval todos os dias. assim, o senhor silveira só tem de mostrar serviço que é para isso que a gente lhe paga e, organizar desfiles carnavalescos sim, mas todos os dias. a gente, e especialmente qualquer aspirante a soba tem de se preocupar é com estas coisas. de outra forma, onde é que se vai gastar a massa emprestada? na saúde? no desenvolvimento económico? na criação de emprego? no desenvolvimento agrícola? nas pescas? claro que não. a juros de 7,7%, é para carnavaladas!