Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

desistir do país

não votar, ou votar em branco, é desistir do país. está enganado o senhor louçã. não se pode desistir do país em que nascemos e vivemos.

até porque, sendo legalmente idênticas, a abstenção, o voto nulo e o voto em branco, têm leituras políticas e significados diferentes.

a abstenção tem pouco ou nenhum significado. aceita-se que o eleitor possa estar vagamente descontente com o sistema, que morreu, foi para a praia ou, não lhe apeteceu ir votar. constata-se que o absentismo vai aumentando mas, disso não se retira qualquer consequência, a não ser a de que todos reclamam vitória em cada abstenção. é menos um voto nos adversários políticos, e menos um a chatear.

os votos brancos e nulos têm uma leitura diferente. significam que o eleitor não se revê, não legitima os candidatos nem as suas políticas. não desistiu do país, não deixou de cumprir a sua obrigação cívica, nem foi para a praia. disse expressa e claramente através do seu voto branco ou nulo, que não quer ser governado por aqueles candidatos.

a lei não prevê a remoção destes intrujões. são eleitos pela maioria de votos válidos. nem que seja apenas um. votos nulos e brancos não contam para estas contas. votando ou não, elegemos sempre os candidatos. mas, é a única forma legal de mostrarmos o nosso protesto.

estas lapas, agarradas e confortadas no poder, por si, jamais reformarão o sistema que lhes permite acesso ao poder e ao dinheiro. continuarão a oferecer enxadas para o povo poder trabalhar. é preciso dizer não, a esta gente.

não podemos desistir do país. podemos sim, desistir destes vigaristas que o saquearam até à exaustão. que gastaram o pecúlio salazarista, distribuíram entre si e amigos os milhões vindos a fundo perdido, mais o que pediram emprestado. votar nesta corja, é legitimar a continuidade das suas trapalhadas, dos negócios entre amigos, do tráfego de influências, do emprego farto para os boys e desemprego para os outros, da corrupção, do amiguismo e clientelas.

o meu voto, é branco. recuso-me a desistir do meu país, assim como me recuso a entregá-lo à rapina e voracidade destes bandos de irresponsáveis criminosos.

vergonhoso. se esperam maior prova de desonestidade

uma enxada para a senhora poder trabalhar. isto é uma pequena amostra das qualidades humanísticas, inteligência e bom senso, do provável futuro primeiro-ministro.

estes indivíduos, que nunca pingaram uma gota de suor no esforço de um trabalho honesto, dizem a quem trabalhou uma vida e paga todas estas comédias, que precisa é de uma enxadinha, para poder trabalhar. é demasiado mau. mesmo depois de sócrates, aparece sempre quem seja pior ou, como diz o povo, atrás de mim virá, quem de mim bom fará.

Domingo, 29 de Maio de 2011

as canções das nossas vidas

Elton John – your song

caridadezinha

o crescimento da mendicidade é diretamente proporcional ao empobrecimento. e como empobrecemos diariamente, o aumento do número de pedintes é inevitável. quem passa, por exemplo, na rua de santa catarina, no porto, não pode deixar de sentir vergonha por ser português.

para além dos sem abrigo, deficientes, vendedores de pensos rápidos e  afins, dos pobres que já desistiram até de pedir e se deixam inertes nos passeios, dos artistas de rua, um eufemismo para designar novos pobres que estendem a mão à caridade, existe agora uma nova classe de gente em dificuldades. pessoas razoavelmente apresentadas, que abordam quem passa pedindo ajuda para comer. são muitos e não  se identificam pela aparência, apanhando desprevenido quem passa, estendem um rol de lamúrias que incomoda e desencoraja a caminhada naquela rua. não se anda 30 ou 40 metros sem que não sejamos abordados por alguém que pede.

o banco alimentar, lançou ontem um novo peditório. são milhares de pessoas às portas dos supermercados, estendendo um saco a quem passa. também incomoda. física e moralmente.

milhares de pessoas esperam que os voluntários daquela organização peçam nas ruas, a sua próxima refeição. já nem se dão ao trabalho de ajudar no peditório. usufruem dele. habituámo-nos a viver assim. sem expectativas, sem anseios, sem ambição, sem esperança. habituámo-nos a ser mendigos. por conta própria ou, alheia. perdemos a dignidade de viver do produto do nosso trabalho.

são muitos milhares de portugueses, pedindo para si ou para os outros, incapazes de um gesto de revolta contra este sistema que acabará por fazer de todos nós, pobres. como se de uma fatalidade se tratasse, como se houvesse qualquer justiça social na caridade. se esta gente que se levanta para ir pedir à porta das mercearias, se levantasse para exigir contas a quem fez de nós pobres, teríamos a oportunidade de nos afirmar com a dignidade que deve assistir às pessoas. viver do nosso trabalho, num país limpo, governado por gente séria.

Sábado, 28 de Maio de 2011

não se esqueçam de ir votar!

compreende-se facilmente a razão do empenho com que estas gentes dedicadas ao saque do país, colaboram nas campanhas eleitorais, arregimentando polícias, paquistaneses, idosos ou, qualquer outra espécie que mexa, para fazer passar a ideia de que os seus candidatos são exemplos de devoção popular.

por onde passe um destes candidatos, os aparelhos partidários lá tratam de compor a praça. em Faro foram polícias, em Évora paquistaneses e em Guimarães, velhotes.

ora, nesta última cidade, candidata a capital da cultura qualquer dia destes se houver dinheiro, está criada uma fundação para organizar a referida celebração cultural, cuja folha salarial paga pelos contribuintes através da respectiva câmara, é a seguinte:

Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:

-  Cristina Azevedo - Presidente do Conselho de Administração:
    14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
-  Carla Morais - Administradora Executiva
    12.500 €  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  João B. Serra - Administrador Executivo
    12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
     2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano, em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !

será somente um pequeno exemplo. mas suficiente para fazer perceber, o que faz correr a gente que organiza comícios, almoços e jantares de campanha.

ou pensavam que era mesmo por fé na política?

Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

devo dizer que a capa do boletim do município, está bonita e jeitosa

e, de entre as várias pérolas e tiradas, merecem-me destaque duas:

a do senhor presidente, orgulhoso de ter enterrado 37% do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) em duas áreas estratégicas para o concelho; o desporto e a cultura, considerando com uma verdadeira língua de pau que, uma sociedade é mais desenvolvida quando dedica os seus melhores recursos a estas áreas.

não pára de me surpreender o senhor presidente. eu que sempre pensei que uma sociedade seria mais desenvolvida quando os seus cidadãos tivessem uma formação académica de qualidade, quando não tivessem de andar a contar os tostões perdidos em bolsos rotos, quando não tivessem de fazer fila para encontrar um trabalho, quando não tivessem de mendigar a subsistência ao estado. mas não, a fazer fé no senhor, uma sociedade é mais desenvolvida quando atira pela janela os recursos que pede emprestado. eleger como área estratégica numa sociedade miserável, o desporto amador, por si, diz tudo. deve ser do calor, desculpa-se.

e a cidadã desta aldeia de canelas, aldeia esta que quadrimestralmente se recusa a ficar atrás de qualquer outra no lambebotismo concelhio.

devo dizer que tenho algumas dúvidas quanto à origem real daquelas missivas publicadas no panfleto. uma gajada que só sai de casa para ir ver o carnaval, dificilmente se disporia a escrever love letters vazias de conteúdo e a título de nada. acresce que a liturgia parece escrita por um daqueles gajos que fizeram o décimo-segundo nas novas oportunidades. começam todas por gostava ou, gostaria, e a lenga-lenga é sempre igual. não no caso da alegada cidadã de canelas, essa muito mais criativa. considerar estarreja cidade, e atrações a praça, (entenda-se mercado) farmácias e hospital, caberia muito bem num daqueles textos matarruanos dos gato fedorento. aqui não será do calor. a existir, a lamentável cidadã nunca terá conhecido uma cidade.

esta trupe já não tem qualquer assomo de recato

no Jornal de Notícias...


Casualidade, causalidade


Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.


A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".


A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.


E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.


O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.

via anarca

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

vigaristas

deve ser com este tipo de coisas que o engenheiro de sanitas, diz defender portugal. 10 mais 10 mil milhões de euros, em contratos ruinosos que, por si, podem levar à falência um pequeno e pobre país como o nosso.

e no entanto, esta gente está toda aí, em festa, em disputa eleitoral, em vez de presa.

as canções das nossas vidas

Paul Simon – the boxer

nem me lo digas!

O que está a ocorrer com as "novas oportunidades" é uma aceleração perversa da massificarão do sistema de ensino. Trata-se de uma massificação socialmente retrógrada, na medida em que, promovendo o facilitismo, elimina a selecção e a hierarquização social com base no mérito escolar. Porém, os sistemas socioeconómicos não perdoam e outros mecanismos tomam o papel da educação e do mérito: a família, o partido, o Estado, as seitas de vária ordem, mais ou menos secretas, reforçam o seu papel e esmagam, sem piedade, as aspirações à promoção social pela via da educação.

mais um artista

ao que se vai percebendo, um tal francisco de assis (não o santo) apesar de já ter apanhado umas merecidas cachaçadas, (condição sine qua non para a santidade) antecipando a queda do querido licenciado ao domingo, perfila-se para lhe suceder.

em clara demarcação, vem agora dizer que as scuts, foram um erro histórico. sem mais, atira  ao lixo, uma das maiores invenções da dupla, cravinho/guterres, tadinhos. deles, que não se vêm a figurar entre os figurões da nação, e dos contribuintes, que pagam todas estas masturbações intelectuais destes irresponsáveis, que vão passando, e deixando dívidas para os quadrúpedes pagarem. a continuar assim, ainda vai dizer que a outra grande invenção do dito, o famoso rendimento mínimo garantido, atribuído à ciganada e afins com o dinheiro de quem trabalha, foi outro erro.

mas, falar apenas das scuts, é lisonjeiro. do que o país está cheio, é de erros históricos. do abate da frota pesqueira, à desactivação da indústria (lisnave e sorefame, são apenas dois exemplos) ao abandono da agricultura – tudo obra cavaquista – à construção dos estádios para o euro, ao ccb, a casa da música, a expo e seguramente, um sem número de outras obras inadiáveis ao progresso nacional e felicidade do gado pastante. só em rotundas, pavilhões polidesportivos e passeios oferecidos a idosos, é fazer as contas como diria o senhor dos refugiados.

se o país evoluiu, sim. a pôrra, é que a gente não tem dinheiro para circular nas scuts, o ccb só serve para propaganda e meia dúzia de intelectuais irem à missa, os estádios estão a cair, quanto mais para pagar tanto progresso.

tudo isso faria sentido se o país trabalhasse, produzisse, pescasse, construísse, estudasse. pela frente, temos uma dívida colossal para pagar e meios, não estou a ver, a menos, que sejamos obrigados a entregar o próprio sangue.

as canções das nossas vidas

Paul Simon – the only boy in NY

Thanks Paul.

Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

deve ser do calor ou da falta de paciência para tanto imbecil

estou farto de arrancar ervas. nascem até no cimento. amanhã ou depois, estão lá novamente. liga-se a televisão, dá-se uma volta pela net e as novidades são as do costume. e não há pachorra.

os pantomineiros, falam de merdas que não interessam rigorosamente nada ao estado da nação. politiquices de comadres, almoços e jantares de campanha, sondagens, bocas, disputando alegre e irresponsavelmente a manutenção da vida fácil à conta dos pobres contribuintes.

esta gente, da extrema esquerda à direita mais rançosa, é toda a mesma desde 1975. com maiores ou menores responsabilidades, são os autores da tragédia sucedida. todos eles estão bem na vida. todos têm haveres, negócios, cargos, mordomias, reformas, avenças e um sem número de fontes de receita, mais ou menos lícitas, que lhes permite viver à grande e à francesa. para pagar a festa, assalta-se os idiotas levados em excursões aos comícios, fode-se-lhes as pensões já miseráveis, acaba-se-lhes com as comparticipações na farmácia e fecham-se-lhes os hospitais. e as bestas, lá continuam a bater palmas.

da maior dívida pública dos últimos 160 anos, da maior dívida externa dos últimos 120 anos, não há cabrão nenhum que diga uma palavra. devo ter sido eu o responsável!

na noite passada, a tvi 24 estava a passar uma peça sobre corrupção neste atoleiro. uma festa. património público vendido a preço de saldo a gente com ligações ao governo, revendido imediatamente com muitos milhões de mais valia. o programa terminou abruptamente por quebra de sinal.

uma pequena amostra do inimaginável saque a que esta pocilga tem sido sujeita, por parte desta gente organizada em partidos políticos, já que quadrilhas do tipo da do zé do telhado, estão fora de moda.

o povo, esse continua bêbado, estúpido e, infantilizado. um excelente trabalho desenvolvido por governos e autarquias que entre o facilitismo escolar e a organização de carnavais, fez de gente normal, perfeitos quadrúpedes.

Terça-feira, 24 de Maio de 2011

as canções das nossas vidas

Rolling Stones – She’s a Rainbow

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

e o ministério público e aquela coisa da comissão das eleições, servem para quê?

se acaso houvesse duvidas sobre a manipulação, a que este povinho está sujeito.

chocante!

o imi, um imposto sem qualquer justificação, aplicado sobre os imóveis, construídos e pagos pelos seus proprietários, vai aumentar, em resultado do acordo para o financiamento do buraco em que os aldrabões que se apoderaram do poder, nos enfiaram.

como habitualmente, os fodidos são os do costume. os pequenos proprietários que detêm apenas 40% do património edificado. estado e igreja, proprietários de 60%, ficam isentos.

é mais uma achega para a ruina das construções neste atoleiro em  que vivemos. não admira que as cidades estejam a cair aos bocados. não há dinheiro que chegue para tanta licença, tanto imposto ou seja, para alimentar tanto vigarista.

e esta gente, vota!

este concelho tem o condão, sina ou apetência, para apenas ser notícia pelas idiotices que produz. provavelmente porque não produz outra coisa. gente imbecilizada dificilmente mostrará inteligência.

muitos de nós não mereceríamos estar incluídos nesta imagem que a terrinha veicula. gente idiota que é notícia por organizar carnavais de inverno, de verão, aquáticos e concursos de samba. percebe-se o que são nas tiradas estilosas tipo “a gente hidrata por dentro” ou “havia o pograma” ou a pérola “só se afogar cu a cerveja”. um must.

não sei se a autarquia já financia este evento com o dinheiro de quem paga impostos mas, se o não faz, é urgente apoiar estas comédias – até porque ajuda a entreter a pobreza de espírito e, como é sabido, enquanto andam entretidos com merdas, não pensam em coisas sérias.

raparigas d’aldeia

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(foto da internet)

Domingo, 22 de Maio de 2011

as canções das nossas vidas

Procol Harum – a salty dog

novas oportunidades

à falta de velhos para arrebanhar, servem paquistaneses e indianos. estão habituados a trabalharem por uma malga de arroz. é bom que os portugueses, também se habituem. só assim será possível continuar este regabofe.

obviamente,

o que verdadeiramente espanta, é que estes marginais, alguns criminosos, andem em campanha para continuarem tudo o que nos trouxe até esta miséria. deveriam estar a prestar contas dos seus actos nos tribunais competentes.

escarros ao acaso

de um destes que vive de encostos e amizades e dá pelo nome de tavares, após o debates entre as duas prima donas:

mas porque é que uma pessoa no interior acha que, por se sentir mal, tem de ter uma ambulância à porta para a levar ao hospital mais próximo? Então não tem vizinhos?

dar a volta à bovinidade

esperamos por ti no Rossio, na Batalha, ou em qualquer outro local onde se diga não à conformidade.

comédia

essa ideia de que somos todos africanistas de massamá é, definitivamente, bem esgalhada. só uma república centro africana, poderia aceitar comediantes deste calibre.

Sábado, 21 de Maio de 2011

desemprego?

há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm 1.000 cargos de administração em empresas diferentes. Cada um deles tem, em média, 50 empregos.

assim, façam a caridade de votar novamente e mais uma vez nestes comediantes, sob pena de mandarem mais 20 para o desemprego.

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

as canções das nossas vidas


The Moody Blues – Question

o gajo terá o quê na cabeça?

em zapping pelas televisões, dei com o passos coelho a afirmar a privatização das águas de portugal. o bem mais importante para todo o ser vivo, nas mãos de privados.

Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

demasiado mau

triste de se ver o papel de teixeira dos santos, ao lado do dono, quedo e mudo, enquanto este anuncia em ar de festa, a cura de todos os males. efetivamente, só um indivíduo ignóbil e sem pinga de respeito pelo que seja, obriga outro a um papel destes.

Terça-feira, 3 de Maio de 2011

e o homem anunciou-nos os tempos difíceis que viveremos, durante o intervalo da bola

vamos ver o que aí vem. para já, ficámos a saber (ainda que se tenha de guardar alguma margem dado a tendência congénita do homem para a mentira) o que não vai acontecer. ficámos a saber, durante o intervalo da bola, assim como se fosse, 15 minutos de publicidade a merdas que não interessam a ninguém, talvez a parte menos má do nosso futuro imediato.

se fosse apenas o que disse, concluiríamos que a coisa se resolve com um corte nas reformas de quem trabalhou e descontou toda uma vida para o efeito. (não confundir com as reformas dos políticos e passageiros da cgd ou bdp). com toda esta simplicidade, poderemos manter os boys (não haverá despedimentos na função pública), as fundações e institutos, os negócios com as construtoras e quejandos.

não acreditem. vai chover e da grossa!

raparigas d’aldeia

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da série, vai ali ao poleiro buscar uns ovos (foto da internet)

muito obrigado mais uma vez

e a propósito do post infra, não esquecer mais este investimento em pinturas de paredes, agora inaugurado. muito obrigado mais uma vez, é uma satisfação ver o nosso dinheiro tão bem empregue. imagino que os credores internacionais, partilharão desta mesma satisfação.

chama-lhe tu, antes que te chame a ti

a propósito disto, ninguém melhor que o ps para apontar o dedo a outros. apenas por acaso, o país, depois de 1974, já faliu por 3 vezes, sempre na governação socialista.

em boa verdade, é um exagero dizer que o psd no poder em estarreja, não fez nada. desde logo, porque um défice de 900 mil euros, não sendo grande coisa, já é alguma. neste campo, seguramente e pelo que está à vista,  os socialistas teriam feito muito melhor.

talvez não tenha feito o que deveria mas, a piscina, os carnavais, os passeios com os idosos, os parques de merendas, a distribuição do dinheiro extorquido aos contribuintes pelas colectividades concelhias, e outras obras de grande impacto social, que agora se me escapam, estão lá.

igualmente não se deve esquecer o enorme esforço feito para livrar os funcionários da odiosa tarefa da gestão das águas e saneamentos, da responsabilidade de limpeza e manutenção dos arruamentos do concelho, em boa hora passada para as juntas, criando assim as melhores condições para que os servidores municipais se possam dedicar de alma e coração à organização dos festejos, provas desportivas e carnavais. (e serem dispensados por manifesta falta de utilidade logo que começar a reorganização administrativa que o fmi vai provavelmente impor).

se deveria ter investido mais na regeneração urbana, na recuperação patrimonial, na atratividade do lugarejo, na atracão e fixação de nova população por via de redução dos impostos, devia. mas não se pode fazer tudo e quando há escolhas a fazer, escolhe-se o prioritário.

as canções das nossas vidas


Ray Davies – Days. thanks my friend.

muito obrigado a todos pelo esforço que fizeram para nos foder

estamos a poucas horas de saber o quanto vamos ficar mais pobres, com a bênção e ajuda da comunidade internacional. mais pobres, no imediato e absolutamente miseráveis num futuro bem próximo.

é um aumento brutal na dívida a juros que um país a crescer 1%, jamais poderá pagar. nem sequer os juros, quanto mais o capital. se no plano que se espera não estiverem inscritas medidas para relançar a economia e isto passa essencialmente pela produção de bens exportáveis, resta-nos deitar a corda ao pescoço ou, emigrar para bem longe.

batemos bem no fundo e deveremos ficar eternamente gratos à cambada de inúteis, oportunistas, vigaristas e incompetentes que transformaram este país, eternamente atrasado e rural, num oásis para as construtoras civis, banca, e um punhado de amigos encostados ao regime a quem foram vendidas a preço de saldo empresas estratégicas como a galp, edp ou a portugal telecom, património rentável, em nome da livre concorrência e do benefício que a privatização traria aos consumidores. viu.se.

gratos igualmente a nós próprios, eleitores imbecis e idiotizados que legitimámos todas as trafulhices, que aceitamos a corrupção, o desleixo, o tráfico de influências sem que nos doa a coluna vertebral ou os tomates, porque não os temos. a nosso lado, nomes como cavaco, guterres, ferro, soares, constâncio, loureiro, sócrates, e tantos outros, ficarão indubitavelmente guardados na caixa dos figurões que um dia integrarão o anedotário nacional.

foram décadas de lapidação do património publico e privado. décadas durante as quais, impunemente, qualquer aldrabão roubou o que pôde, sem que nada lhe sucedesse. os escândalos fizeram as manchetes que a espuma dos dias rapidamente lavou. desde a vigarice do bcp que emprestou dinheiro aos seus clientes para que estes comprassem acções daquele banco a 5€, valor nominal forjado por trafulhices, e que hoje valem 50 cêntimos, passando por golpes como o freeport ou o aterro da beira, às parcerias público privadas, às golpadas dos estádios de futebol, das auto-estradas paralelas, foi um período de oportunidades na nossa história.

as formiguinhas incansáveis das autarquias, dia e noite a cavar o buraco com empreitadas de betão, a desbravar rotundas, pavilhões polidesportivos nos cabeços dos montes, piscinas novas lado a lado com outras já existentes, tudo obras de grande impacto na formação moral e escolar das novas gerações já que as anteriores, estão solidamente embrutecidas e infantilizadas.

portanto, muito obrigado também aos senhores autarcas que ajudaram à falência, por tão bem terem sabido dar os dinheiros públicos às colectividades locais, pródigas a manterem os mais novos eternamente crianças, pelas inúmeras festas e carnavais que patrocinaram, pelos passeios anuais dos idosos ali ao lado, pelos bonés, chapéus de chuva, cachecóis, esferográficas e sacos de plástico que lhes ofereceram em troca do voto, pelos parques de merendas, pela manutenção dos impostos nos mais altos escalões, bem hajam.

amanhã, os credores apresentam-nos a factura.

Domingo, 1 de Maio de 2011

raparigas d’aldeia

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da série, naturezas destas são fáceis de fotografar. (foto da internet)

1º de Maio

hoje, dia 1/05/2011 comemora-se o dia da mãe, beatifica-se João Paulo II e à tarde, faz-se a volta aos centros comerciais. as lutas por uma vida melhor, uma maior justiça social ou, governos honestos, já não interessam para nada. o que está a dar é a colecção primavera verão e a julia pinheiro a contas com os gordos.

o jornalismo de merda que temos, têm neste dia o seu momento zen no jn que diz terem os centros de emprego recebido, no primeiro trimestre do ano, 32 637 desempregados que alegaram ter sido despedidos.

devem ser os tais aldrabões e vigaristas referidos pelo senhor leite que recebem subsídios do estado. agora, até alegam terem sido despedidos. repare-se na profunda hermenêutica e servilismo utilizados na composição; os centros de emprego receberam desempregados (não inscrições) que alegaram (não fizeram prova de..,). este rapaz bolonhês, autor da ladainha, tem todas as condições para ir a ministro. puta de vida!

as canções das nossas vidas


Procol Harum – Grand Hotel

um país de comissionistas

a câmara de matosinhos comprou por cerca de 6,3 milhões de euros, os campos p’rá bola de leça e de matosinhos, respectivamente ao leça futebol clube e ao leixões (que continuarão a usar aquelas instalações) estimáveis agremiações que atravessam dificuldades financeiras, tal como o país, as famílias e as empresas.

os senhores vereadores que votaram aquela compra, das duas, uma: ou deveriam ser internados num hospício próximo ou, imediatamente destituídos, e entregues à justiça.

este caso, revela a profunda irresponsabilidade de muita desta gente que ganha a vida no estado. um país a contas com a maior dívida da sua história, na perspectiva de ter de adoptar medidas de profundo impacto sócio-económico na vida de todos nós, continua a gastar milhões em futilidades e negócios ruinosos de ocasião.