Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

todos os vigaristas sabem contar o conto

temos um país absolutamente desgraçado, onde os poderosos, através de chefias intermédias que o povo pateta julga escolher, saqueiam o trabalho, a dignidade de um povo totalmente imbecilizado por via de políticas apropriadas para o efeito.

os encarregados operacionais do saque, certamente com a justificação da recorrentemente invocada competitividade da economia, preparam-se para liberalizar os despedimentos. como já aqui disse, trabalhadores com vários anos de empresa, podem considerar-se imediatamente despedidos logo que estas leis – se assim se lhes pode chamar – entrem em vigor.

em nome de uma alegada competitividade que paga os mais baixos salários da europa pelo esforço do trabalhador, e os mais altos do mundo aos exploradores. compreende-se assim que as fortunas, numa época de crise mundial, cresçam obscenamente neste chiqueiro.

convém lembrar que aqui o salário médio dos trabalhadores, é metade do que se paga na europa. já o dos ditos gestores destas empresas que não podem pagar 500 € por um mês de trabalho, ganham mais 32% que os homólogos americanos, 22,5% que os franceses, mais 55% que os finlandeses, e mais 56% do que os suecos.

temos um presidente que vai entretendo o povo com lamúrias e lágrimas de crocodilo, lamentando aqueles que, tendo chegado a uma situação de pobreza extrema, não possam ser, uma vez mais roubados.

não há muito mais a dizer. continuar a aguentar até final, ir-mos embora desta pocilga ou, o mais aceitável, reagir violentamente e alterar o estado de coisas. doa a quem doer.

Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

bandalhos II

percebe-se nestas coisas a necessidade do imposto extraordinário (50% do subsídio de natal) a espoliar aos paspalhos. é que ao contrário do que diz o desaparecido faz-de-conta que é primeiro ministro, a redução do défice nunca se fará pelo corte na despesa. quanto muito, será pelo aumento do saque fiscal.

a canalha, essa continua em grande. é ver as nomeações para a CGD.

bandalhos

o homem cuja única preocupação parece ser desenrascar a sua própria vida, pobre professor que não percebe nada de acções quando lhe interessa, ou grande especialista em tais assuntos noutras oportunidades, diz-se agora preocupado com aqueles que não têm rendimentos suficientes para serem abrangidos pelo imposto extraordinário que incidirá em 50 por cento do subsídio de Natal.

o tal professor, autodeclarado presidente de todos os portugueses, não está preocupado com os ricos, isentos deste imposto extraordinário, com a maioria dos empresários que simplesmente, nada pagam. também não está preocupado com os trabalhadores por conta de outrem, que tal como os reformados, não têm como escapar ao assalto fiscal em curso. diz-se preocupado com os que já nada têm, porque tudo lhes foi tirado, tudo lhes foi roubado. é efectivamente um sentido de justiça social peculiar.

de tal cinismo, apenas se pode concluir que a proclamada preocupação é a de serem poucos os trolhas a foder. deveriam ser mais para aumentar o saque.

Sábado, 23 de Julho de 2011

o retrato da situação

Os mesmos que há poucos meses confundia pobreza com gandulice não se cansam agora de adoptar medidas de discriminação positivas, foi eleito um grupo social designado por pobre que é merecedor de todos os apoios e alvo de todas as medidas de discriminação positiva. Como os mais ricos também estão a ficar isentos de qualquer medida de austeridade isso significa que os outros suportam os custos do país, são discriminados negativamente

Quem ganha mil e quinhentos euros mensais, patamar a partir do qual os portugueses são considerados ricos, começa a ter grandes motivos para invejar os pobres e só por razões de ordem cultural não abandona o emprego, entrega a casa ao banco e vai viver para uma barraca. Adquirido o estatuto de pobre tem direito a rendimento mínimo, deixa de se preocupar com cortes de vencimento, impostos extraordinários ou aumento dos preços dos serviços. Vai à Câmara Municipal e inscreve-se para ter uma casa, Segurança Social pedir rendimento mínimo, a junta de freguesia paga-lhe os medicamentos e dá-lhe um vale para as mercearias que serão compradas numa loja que, por coincidência é de um sobrinho do presidente da junta, no hospital está isento de taxas moderadoras.

Dantes tinha que pagar uma casa onde juntava os dois filhos no mesmo quarto, agora diz à assistente social que tem dois filhos e recebe um T4 a contar com o terceiro, se ficar desagradado com o tamanho da casa ou a localização chama a TVI e faz as suas queixas em prime time. Dantes, se adoecesse tinha que ir a um médico privado pois para além do emprego ainda tinha que se levantar de madrugada para levar os filhos à escola, agora pode levantar-se cedo e ir às seis da manhã para o Centro de Saúde onde não paga qualquer taxa.

Bem-feitas as contas, depois de pagas as contas da casa, das consultas, dos transportes a preço de rico, dos cortes no vencimento e dos impostos extraordinários fica com menos dinheiro do que ficaria se fosse pobre, além de ficar com menos dinheiro continua a morar numa casa apertada que não sabe se vai conseguir pagar depois do próximo PEC ou se a Euribor voltar a subir. Ainda por cima tem de trabalhar oito horas todos os dias, fora os biscates que tem de arranjar para poder sobreviver.

Atrás desta preocupação dos governos com os pobrezinhos está um objectivo meramente eleitoralista, foi isso que motivou Manuela Ferreira Leite quando só aumentou o vencimento dos que ganhavam menos de 1.500 euros, que levou Sócrates a cortar nos vencimentos dos que ganhavam mais do que esse montante, que justificou a aplicação do imposto extraordinário aos que ganham mais de 500 euros decidido por Passos Coelho, e mais algumas medidas que designam por discriminação positiva.

É importante combater a pobreza mas não é isso que se está fazendo, estamos perante um combate estatístico que ignora realidade. Não combate a pobreza dessa forma oportunista, é preciso saber quem é pobre, porque é pobre e antes de tudo o mais saber se os rendimentos declarados de um agregado familiar correspondem aos seus rendimentos reais.

O PSD chegou a falar da criação de um cartão de serviços para usar os apoios sociais, agora começa a perceber-se que esse cartão é o cartão do eleitor, se o titular tiver declarado menos de quinhentos euros esse cartão confere-lhe uma série de direitos que o coloca numa situação económica idêntica aos que ganham 1.500 euros. Desta forma os pacotes de austeridade terão sucesso garantido e a vitória nas próximas legislativas está assegurada. O problema é que com mais duas legislatura deixarão de existir contribuintes a quem cobrar impostos extraordinários.

 

in, O Jumento

pois…

Para os ingénuos que julgavam que este Governo era melhor do que o(s) anterior(es), aí está a prova ao fim de meia-dúzia de dias: aumento de impostos incomensuravelmente superior a qualquer corte de despesas, nomeação para a CGD de um nédio cacho de abutres (alguém se esqueceu de reconduzir o Vara). Daqui para a frente, vamos de não-surpresa em não-surpresa, como é hábito.

Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

as canções das nossas vidas

Arlo Guthrie – City of new Orleans

os novos vigaristas

saquear os trabalhadores para aumentar as fortunas.

a teta do orçamento

andam por aí vários fazedores de opinião e mais uns outros tantos à procura de um lugarzito numa repartição, indignados com a lista do pacheco. a verdade, é que o novo poder, deu emprego, por conta dos contribuintes, a uma série de gajos que fizeram o que puderam para correr com o sócrates (a propósito, já terá começado as aulas de filosofia?) e, como se percebe, não foi de borla nem em defesa do interesse público.

andaram, também eles, a tratar da vidinha. gajos directamente da blogosfera para o governo. a comédia, promete.

Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

as canções das nossas vidas

Peter, Paul and Mary . Early Morning Rain

Thanks Mary Travers (1936-2009) – Rest in peace

Domingo, 17 de Julho de 2011

estadistas de grande calibre

anuncia-se assim, que por motivos de contenção orçamental, o papel higiénico para a administração pública, passa a ser de duas folhas. um corte significativo na despesa, como se compreende.

pelos mesmos motivos, o estado social, fode-se outra vez.

Sábado, 16 de Julho de 2011

impagáveis

a opereta em cena tem uma produção carita mas, como se pode ver pelo exemplo acima, tem produzido rábulas verdadeiramente inolvidáveis, como esta do pobre professor de economia que não percebe nada de acções ou aplicações. um verdadeiro tratado da arte de representar. o saudoso antónio silva não faria melhor.

e um gajo, está entregue a esta bicharada.

Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

um elenco de Q

nunca tive qualquer dúvida de que estes parodiantes não estivessem à altura do elenco anterior. bem antes pelo contrário.

esta senhora da lavoura então, é impagável.

let’s make money

seguindo o link do youtube encontram-se as restantes partes do documentário e, como verificarão, a instrução vale a pena.

chiqueiro prodigioso

é um consolo saber que metade deste gado gosta de ser enrabado até ao tutano. principalmente se forem outros a levar com ele.

Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

éh pá.., tens mesmo perfil p’ra primeiro!

Nome: Pedro Passos Coelho
Morada: Rua da Milharada - Massamá
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964
Formação Académica: Licenciatura em Economia – Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade)
Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar
vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, o Engº Ângelo Correia, tais como:
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.


Eis o “magnífico” CV do homem que pretende governar este País! Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada…) com 37 anos de idade!

Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR… em empresas de Ângelo Correia, “barão” do PSD e seu tutor político!... E que nesse universo continua a exercer funções!...


É ESTE O HOMEM QUE FALA DE “ESFORÇO” NA VIDA E DE “MÉRITO”! É ESTE O HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, GANHANDO ORDENADOS DE MISÉRIA!

Obrigado às edições pirata

as canções das nossas vidas

fausto bordalo dias – a chusma salva-se assim (ainda hoje)

é oficial. não há prendas p’ra ninguém!

Justiça fiscal, proclamam estes merdas.

Metade dos salários, não será abrangida pelo imposto.

Metade dos contribuintes vão pagar menos de 150 €.

1,4 milhões de pensionistas ficam isentos.

10% dos co0ntribuintes vão pagar 60% dos 1025 M€.

conclusão: a puta da classe média condenada a ser pobre. os poucos que ainda podem manter o motor do consumo interno a trabalhar, e com isso garantir muitos postos de trabalho, vão entregar direitinho ao insaciável estado, o fruto do seu trabalho. apenas porque o estado não consegue reduzir a despesa.

ó gaspar, vai para o caralho e leva o coelho de caminho.

novas moscas na velha merda

tal como sócrates, coelho deveria ter sido demitido no dia seguinte a ter quebrado os pressupostos que levaram o povo de idiotas que somos, a elegê-lo primeiro-ministro. que a redução do défice se faria pelo corte da despesa e não, pelo agravamento fiscal.

bem na linha do seu antecessor, a única medida até agora tomada, foi o aumento de uma carga fiscal há muito incomportável e castradora de qualquer retoma económica. são os cidadãos comuns que pagam tudo o que esta gente delapidou, roubou e deixou roubar. ao que parece, e já nada me espanta, deixámos de ser um estado constitucional e a seita que faz que governa, passa a estar autorizada a fazer o que lhe der na cabeça. como afirmado no post infra, um imposto, constitucionalmente, não pode ser retroativo. esta rapaziada que agora chegou ao poder, declara-se acima da lei fundamental do país e vai de sacar, não metade, mas em muitos casos, a totalidade do subsidio de natal.

só me vem à cabeça aqueles idiotas que no dia seguinte às eleições, criticavam nas televisões quem não seguiu o apelo do senhor silva e não legitimou antecipadamente as falcatruas previsíveis de uma nova trupe faminta de dinheiro e poder. são esses idiotas que verdadeiramente, legitimam a ruina do país.

como afirmou o senhor silva, vão votar e depois não se queixem

“Primeiro parece que queriam uma receita adicional de 800 milhões de euros já em 2011. Agora parece que já vão em 1600 milhões. Amanhã provavelmente já serão 3200 milhões e o Estado lá continuará a aumentar em progressão geométrica os impostos sobre os contribuintes exangues, sem qualquer resultado visível à vista, pois o mais provável efeito deste regabofe fiscal será o aumento da recessão e a inerente quebra da receita fiscal, com a impossibilidade de cumprimento dos défices previstos.

É evidente que este novo imposto é constitucionalmente proibido, uma vez que a Constituição veda expressamente os impostos com natureza retroactiva. O Governo conta, porém, com a jurisprudência complacente do Tribunal Constitucional, que nos últimos tempos tem deixado passar medidas fiscais semelhantes, embora não com a gravidade desta. Neste caso, vai criar-se um precedente que consiste no seguinte: sempre que se verifique que o Estado gastou acima do que está orçamentado, está autorizado a criar um imposto extraordinário retroactivo para cobrir esses gastos excessivos. O respeito pelos orçamentos aprovados pelo Parlamento e a responsabilidade financeira dos titulares de cargos públicos são assim de uma penada atirados para o lixo, uma vez que se houver desvios ao orçamento, há sempre a possibilidade de lançar impostos extraordinários para os cobrir. Em consequência, o princípio da legalidade fiscal e a protecção da confiança dos contribuintes deixam igualmente de existir no nosso ordenamento jurídico. Os direitos dos cidadãos estão neste momento sacrificados a um Estado despesista, incapaz de controlar a sua voragem fiscal. As pessoas ficam hoje a saber que em qualquer momento os seus rendimentos podem ser retroactivamente tributados, sendo-lhes ordenado o pagamento imediato de novos impostos. O Xerife de Nottingham não faria melhor.

Claro que há sempre um processo fácil de justificar este regabofe fiscal que agora passa a caracterizar o Estado Português: é de dizer que a culpa é do Governo anterior. Já estamos habituados a que cada novo Governo ensaie este discurso justificativo, mas que nunca se traduz em acusações concretas, com a exigência das competentes responsabilidades legais, caso elas efectivamente existam. Este discurso só serve para exigir novos sacrifícios a quem não tem culpa nenhuma nesta situação. Os únicos que pagam o despesismo incontrolável do Estado são os contribuintes, a quem são cada vez mais exigidos novos e incomportáveis sacrifícios, neste caso numa flagrante inconstitucionalidade. Ora, o Estado continua a ser o mesmo, independentemente da mudança de Governo, não sendo aceitável que cada novo Governo possa lançar retroactivamente novos impostos, alterando completamente o enquadramento fiscal em que os cidadãos vivem e trabalham.

Não sei se é apenas Portugal que vai colapsar, ou se vai ser a Europa no seu conjunto. O que sei é que com medidas destas a confiança dos cidadãos nas suas instituições, essencial ao bom funcionamento do regime democrático, está totalmente posta em causa.”

Luís Menezes Leitão no Albergue Espanhol

Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

é que somos menos, e de pior qualidade

a propósito disto, o que espantaria é que a situação fosse a inversa, ou seja, que a população concelhia tivesse crescido, tanto mais que a autarquia tudo tem feito para afastar a fixação dos jovens ou, a vinda de novos habitantes.

em si, a dita cidade é o que conhecemos. sem ponta por onde se lhe pegue. não fossem as farmácias e o mercado municipal bissemanal, e ninguém teria qualquer razão para se deslocar à sede do concelho, até porque, essencialmente, o transporte público existente,é privado. chama-se táxi. e mesmo que fosse outro, o que é que chama alguém a estarreja?

no capítulo da habitação, a única que cresce, é a social. por estas terras, ou interesses inconfessáveis se sobrepõem a toda a racionalidade ou, estamos em presença de fenómenos inexplicáveis. habitação social é sinónimo de pobreza, marginalidade, violência, tráfego, medo. ninguém, rigorosamente ninguém com o mínimo poder económico se vem instalar numa terra ou um local pejado de pobres.

as consequências são óbvias. potenciais novos habitantes com algum poder económico, não se instalam aqui. o comércio definha porque quem vive na dita habitação social, não compra.

os coitados que insistem em viver na terra que os viu nascer, são taxados aos mais elevados valores permitidos por lei, seguramente para se pagar a habitação social mandada construir para albergar mandriões, marginais, ladrões, vigaristas e apátridas, e perdoem-me as exceções, se as houver.

(eu, e seguramente a maioria dos portugueses que vivem em habitação própria, trabalhámos, endividámos-nos á banca para a poder comprar, pagar licenças, taxas e impostos. escapa-se-me o porquê de ter ainda de contribuir para albergar pessoas que são positivamente discriminadas ou seja, recebem uma habitação de borla ou a custos inferiores aos de mercado).

emprego e apesar de uma zona industrial de contornos pouco recomendáveis, há o que há, e com tendência para menos.

as freguesias do concelho, de forma geral, estão por sua conta e como estão. não se pode construir um barraco em sítio nenhum, em nome de uma reserva agrícola que produz ervas. não há emprego para além de lides domésticas e, os poucos jovens que por aqui nascem, logo que podem, procuram ares mais saudáveis. vivemos em ruas com valetas a céu aberto, em casas servidas por energia eléctrica transportada por fios dependurados, e entre vizinhos que ainda despejam esgotos para a rua. isto é, estarreja.

se as políticas autárquicas têm sido de entretenimento? sim, claro que sim, e continuarão a sê-lo enquanto o concelho existir. a realidade, é que não há massa crítica que justifique a sua existência. os orçamentos municipais, mais coisa menos coisa, não dão para mais. pagar 300 empregos na autarquia, juros da dívida, mais custos operacionais, deixam uns trocos para fazer umas festas e distribuir umas esmolas pelas freguesias.

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

sentido agradecimento

venho deste modo expressar o meu apreço, e mesmo comoção, aos senhores autarcas pelas preocupações e receios publicamente manifestados pelos eventuais prejuízos para os cidadãos que possam decorrer da, por enquanto anunciada, fusão de freguesias e autarquias – ainda que me pareçam manhosos os argumentos.

ainda hoje pessoalmente e in loco, pude comprovar na autarquia de estarreja a preocupação, zelo e carinho dos funcionários pelos otários que lhes pagam os salários.

lá se irão muitas (espero) das obras que marcam a passagem destes preocupados servidores públicos pela administração regional. boa sorte e podem levar as rotundas e quejandos que tanto ajudaram ao afundanço. os meus sentidos agradecimentos por, tão esforçadamente, tanto terem contribuído para a falência do chiqueiro.

bem hajam!

justiça social

o país contraiu hoje dívida a 3 anos ao juro anual de 20%. estamos assim à-vontade para continuar a gastar à doida em merdas tipo excursões, festanças, semanadas de enchimento do bucho, ditas culturais e imbecilidades semelhantes. do mesmo modo que para manter a boyzada confortavelmente aninhada nas fundações, observatórios, institutos, empresas públicas e municipais, e foder desde já o subsídio de férias de 2012 aos trolhas.

certificação de Q uê?

estive hoje na CME a tratar de assunto determinado. confesso que tinha alguma curiosidade de verificar que mudanças teria produzido a certificação de Q na qual a câmara investiu o dinheiro dos contribuintes. passei por três serviços relacionados com obras e nenhum foi melhor que o anterior. a coisa foi feia. todo o pessoal com que contactei (talvez excepção a uma chefe de serviço) padece do grave síndroma requentado da divina autoridade do funcionário público sobre o cidadão recorrente à condescendência do estado. uma vergonha.

para abreviar e referindo apenas o primeiro serviço contactado. entrei e tirei a senha (tipo talho) às 10:05, senha B 0004. fui chamado 27 minutos mais tarde, num serviço com seis postos de atendimento, 4 funcionárias visíveis, para dois cidadãos presentes, sendo que eu, passei a ser o terceiro e único em fila de espera.

para as ditas funcionárias, a entrada de um cão no departamento, teria merecido mais atenção que a de um cidadão recorrente aos seus serviços e pagador dos seus salários. nenhuma levantou a cabeça, teve um bom dia para dar, ou mesmo, um só olhar revelador de que teriam dado pela sua presença (aprende-se nos manuais de acolhimento ao cliente). nada. 27 minutos de espera em pé, até que as zelosas funcionárias descobrissem que havia alguém em espera, tomassem o café nos 15 minutos a que têm direito, direito esse que, inquestionavelmente e na sua prática, se sobrepõe às obrigações a que estarão sujeitas.

percebe-se a produtividade pelos números e também as mais valias da certificação.

espero que a reorganização administrativa que se espera e impõe, possa fazer perceber a gente que assim se comporta, a felicidade que é ter um emprego nos tempos de bancarrota que correm.

lá deixei a merecida folhinha amarela na esperança de que sirva para alguma coisa, sendo certo e urgente a necessidade de providenciar formação no trato com os munícipes e a dispensa ou transferência de quem não tenha condições para tratar com o público.

Domingo, 10 de Julho de 2011

este país é uma anedota

o senhor silva, eleito presidente desta choldra, deveria considerar a hipótese de não sermos todos absolutamente estúpidos e recatar-se o necessário para que o possamos respeitar enquanto cidadão, e líder da nação.

mas não. o homem não se dá ao respeito, e faz questão de se ir enfiando no saco de gatos que alberga os comensais da mesa orçamental.

vem isto a propósito de duas desonestidades intelectuais, deitadas da boca para fora como migalhas de bolo-rei:

a questão do rating da república. enquanto os socialistas se foram encarregando de falência, dizia o senhor em questão que deveríamos respeitar os mercados e amochar perante os especuladores financeiros. logo que o seu partido chegou ao governo, tratou de diabolizar os mesmos mercados que, pondo-se o país a jeito, tão bem têm saqueado o gado.

a questão do sns. veio o senhor a terreiro defender que quem mais pode, deve pagar mais pelos serviços de saúde. e pergunto eu; mas, quem mais pode já não paga mais? aliás, muito mais. afinal de contas quem é que aguenta esta merda toda? são os gajos desempregados? ou os gajos que ganham 500 euros por mês? a ciganada do rsi? a malta isenta de irs?

o que o senhor quis dizer é que, a classe média deve pagar as borlas todas e ir morrer aos privados ou, quanto muito, ir morrer longe.

e este homem é presidente desta choldra. bem o merecemos.

sem dúvida

Velhos são os trapos

Já lá vai o tempo em que Portugal respeitava e acarinhava os seus velhotes, em que se respondia prontamente: Velhos são os trapos.

Quem não se lembra do avô do Manuel Monteiro, ou mesmo do próprio Manuel Monteiro?

A violência contra os nossos velhos denunciada pela ONU espelha a nossa demissão individual e colectiva em termos de cidadania e de solidariedade intergeracional. Talvez a Moody's tenha razão, somos mesmo lixo.

…………………………. e de nada valerão as denúncias ou os apelos. fizemos-nos assim. amorais, egoístas, despidos de toda a essência que distingue animais selvagens de seres humanos. apenas os cães mantêm a amizade aos donos, mesmo depois destes terem partido. na minha aldeia, um cão deitou-se junto à campa do seu falecido dono. por lá ficou e morreu.

Sábado, 2 de Julho de 2011

anda tudo ao mesmo

e é tudo farinha do mesmo saco. bardamerda!

Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

das frases cum gajo não pode olvidar

pusemos as contas públicas em ordem.

filha da putice

a decisão de reter parte do subsídio de natal a trabalhadores e reformados não é política. é uma cobardia, por parte de quem não tem coragem de afrontar o grande capital que foge ou está isento do pagamento de impostos, os especuladores bolsistas ou, as empresas sediadas nos paraísos fiscais.

é um assalto fiscal a uma classe média cada dia mais débil e um acto criminoso de roubar gente que vive do seu trabalho presente ou passado, uma medida à sócrates, populista, que apenas penaliza a classe média. os pobres passam ao lado e os ricos estão-se cagando porque não têm cá o dinheiro nem assinam recibos de vencimento.

muitos trabalhadores e reformados esperam estes complementos salariais para cumprirem com obrigações assumidas, dívidas contraídas ou, apenas para terem uma folga financeira. o estado, seja qual for o motivo, não tem legitimidade para se apropriar do produto do trabalho dos seus cidadão. e esta merda só é possível porque somos um povo de gente cobarde, sem tomates nem coluna vertebral ou, ponta de dignidade.

os filhos da puta que roubaram os bancos, que se abotoaram aos 50.000.000.000 desaparecidos, que fizeram fortunas em contratos de favor em que o estado paga os prejuízos enquanto os privados arrecadam os lucros, não são molestados. a isto, chamam estes miseráveis que vivem da política, justiça social, sem pingo de rubor na tromba.

até um dia.