Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

genocídio

parece que o progresso chegou às aldeias do concelho de estarreja. a pensar no nosso bem-estar, as extensões locais de saúde vão ser fechadas e concentradas em salreu, para canelas e fermelã, e estarreja, para veiros. fantástico pá. claro que estas razões de melhor servir os pagadores, perdão, os otários, são as mesmas que justificam a taxa de 50 euros para uma urgência hospitalar.

estas práticas tem um nome; genocídio. mais sofisticado do que as câmaras de gás da solução final mas, dificultar o acesso por via económica e de mobilidade, produz a prazo, o mesmo resultado. abreviar a vida dos mais frágeis.

numa sala cheia de gente afectada por mais esta infâmia, ninguém soltou um murmúrio de indignação. efetivamente, quem se conforma com a sorte, é feliz até à morte.

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

como temos menos dinheiro a cada dia que passa, é natural que cortemos nas despesas

e assim vamos andando, de trambiqueiros em trambiqueiros, saqueados dos bens, e de qualquer futuro digno.

gentinha igual a toda a outra que passou, que mantém empregos e mordomias para os seus, enquanto alarga o saque fiscal, empobrece um país já de si pobre, e concorre ao alastramento da miséria em ritmo acelerado.

cortes efetivos na despesa inútil, nem por sombras. faz de conta, como as viagens em classe turística, aquela medida inusitada da redução da factura energética através da desobrigação dos funcionários públicos usarem gravata ou, a agora anunciada, redução do número de freguesias e vereadores sem pelouro que na sua maioria, estão a custo zero. tudo medidas com que este novo elenco de cómicos ofusca a impagável e demitida trupe socialista.

os municípios, os que gerem os orçamentos e gastam dinheiro em folclores, carnavais, rotunda e piscinas, esses mantêm-se, pela simples razão de que são os maiores empregadores não só do país, mas dos filiados nos partidos. fundem-se as freguesias, como se fundisse o território e as pessoas. como se as freguesias não custassem apenas o que as câmaras entendem, como se a fusão, eliminasse a despesa, o território e os seus habitantes.

a freguesia onde nasci e vivo, tem uma dotação anual de 150.000 mil euros; 100 euros por habitante/ano, para manutenção das ruas e património público. 100 euros, é quanto a autarquia de estarreja devolve à freguesia, dos 775 euros que pago, só de IMI. por isso vivo numa rua com valetas a céu aberto, mas num concelho onde há festas todo o ano.

caso a minha freguesia venha a ser fundida com outra vizinha, os mesmos 1.500 habitantes passarão a custar menos que os 100 euros anuais que lhes são devolvidos dos impostos exigidos? é que a verdadeira despesa, são os 650 euros excedentários entre o que pago de IMI e o que é estornado à freguesia para a sua manutenção. esses 650 euros, são usados para manter empregos inúteis, pagar carnavais e obras regimentais que interessam e beneficiam apenas quem delas aproveita ou, se aproveita.

redução de despesa, seria exigir-me apenas aquilo que a autarquia gasta efetivamente com o meu bem estar. 100 euros por ano. e poupar-me os 650 que me obriga por via da extorsão fiscal, para pagar boys, comendas e sinecuras.

seria difícil imaginar uma seita pior do que a anterior. um vendedor de usados mais habilidoso que o engenheiro. um charlatão que não fizesse de sócrates um anjinho. porém.., ei-los!

assim, cortes na despesa, só na dos contribuintes que vão trocando manteiga por margarina, medicamentos por chás, sopa por caldos. de resto, tudo como dantes.

Domingo, 25 de Setembro de 2011

S. Paio dos Aguados

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No regresso, era outra festa; o São Paio dos aguados, ou dos augados como se dizia; os que não puderam ir à Torreira, de farnel à cabeça, iam esperar os romeiros ao local do Porto, onde tomavam lugar nos barcos e faziam com estes o percurso até ao Ribeiro. Contava-se da festa e fazia-se uma nova festarola até à chegada ao Ribeiro. Abriam-se então os farnéis e começava a dança.

Em Salreu, no esteiro onde mestre Garrido construiu bateiras e moliceiros, que circulavam por estes braços da Ria, evocou-se hoje o S. Paio dos aguados. E o esteiro de Salreu ganhou vida, por magia, regressou aos tempos de então quando os festeiros a S. Paio da Torreira regressavam às suas aldeias, vagando nestas vias de águas mansas que o inexorável tempo, de conluio com a modernidade, tenta fazer esquecer aos poucos que ainda lembram estas viagens.

Bem hajam os promotores desta reconstituição, emocionante. É reconfortante saber que ainda à gente atenta e capaz de guardar e trazer à vida, as nossas raízes culturais.

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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

as canções das nossas vidas

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

até sempre meu Caro

ao que parece, o Zé disse-nos adeus definitivamente na blogosfera. é pena mas, ao que se entende, razões de saúde impedem-no de continuar. o que lhe desejo, sincera e do fundo do coração, é que consiga ultrapassar as maleitas que o afligem.

já não concordo - quase sempre estivemos em desacordo, e para final até nos ficaria mal ser de outra forma – com o sentido do balanço que faz da sua atividade nos blogues que criou e manteve. nada é por nada, algumas coisas são efetivamente porque nos apetece. as suas opiniões defenderam pontos de vista, situações de facto, e com as mesmas terá influenciado pessoas que o leram e partilharam ou não, as suas ideias.

diria que, soube ou esforçou-se por defender ideias e ideais que, infelizmente e hoje sentimos nas nossas vidas nos conduziram ao catastrófico estado a que esta nação miserável chegou. O Zé, esteve do outro lado da barricada, mas esteve. ao contrário de uma maioria que não tem opinião mas vota, não reclama mas sofre, lamenta o estado das coisas mas, nada faz para as mudar.

por cá continuarei por mais algum tempo, até um dia destes me cansar de defender uma sociedade mais culta, evoluída, fraterna e justa.

Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

vou ao Intermarché de Estarreja, em desespero de causa

foi hoje o caso. fui bem atendido no talho. rápido e eficaz. a senhora dos legumes, pesou-me as couves de costas viradas e nem sequer me olhou, ou dirigiu palavra. estava de conversa com um colega. imagino que deveria ser aquele que lhe paga o ordenado. na caixa, esperei uns valentes minutos porque só duas funcionavam. soube depois que o pessoal estava a gastar o dinheiro ao patrão, em formação, seja lá isso o que for. a madame da caixa, deu-me 7 euros de troco, basicamente em moedas de 20 cêntimos. o senhor que se me apresentou como responsável de serviço, não me pareceu que tenha dado qualquer importância ao meu desagrado. não faz mal. O poço do desemprego é como a dívida do país. Não têm fundo.

quanto ao supermercado citado, é pena que o esforço empresarial dos seus promotores seja assim continuado, por uma gente que pesa couves porque não tendo outras competências, nem para pesar as ditas, serve.

Mas, o que preocupa verdadeiramente, é que esta é a gente deste país. sem educação, sem instrução, sem valias, competências, ou vontade de trabalhar. não vamos sair do buraco que cavámos. pelo menos, com estes.

Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

os caminhos do saque

nesta espelunca, já se paga uma das mais altas tarifas energéticas da europa, e recebe-se dos  mais baixos salários. a gatunagem instalada, pretende aumentar o saque. deve ser por causa do défice de produtividade.

os trolhas deixam. não merecem mais.

Sábado, 3 de Setembro de 2011

pilhagem, pura e simples

quando digo que, anda tudo a roubar, não é figura de estilo. não! anda mesmo tudo a roubar. até as confederações de patrões e sindicatos recebem alguma coisa do que nos é subtraído, a título de preparação de reuniões. e são estes valentes filhos da puta que advogam a redução das pensões para as quais descontámos em devido tempo, os cortes na saúde, educação e outras redistribuições do esforço do nosso trabalho. a lógica é simples. a redistribuição deve ser feita por entre a minoria que está no poder. quem trabalha, que se foda. e desculpem a linguagem, mas não há outra adjetivação para esta canalha de merda.

Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

vilanagem

para quem ainda não tenha percebido, a política de mais este parasita, é saquear as classes baixas e média. claro que as fortunas que representa, são intocáveis. roubar quem trabalha para entregar ao capital.

isto já se não resolve com eleições democráticas. é trocar de moleiro. resolve-se pela força da indignação e do pau.