Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

Sagres

um destes merdosos anafados que vivem da exploração humana, fez as declarações infra citadas.

 

«O presidente executivo da Sociedade Central de Cervejas (SCC), Alberto da Ponte, defendeu hoje que o setor privado deve apostar nos despedimentos como alternativa aos cortes do subsídio de Natal e de férias aplicado à função pública.

Em declarações à agência Lusa, à margem de uma conferência realizada no Estoril (Cascais) sobre impacto e tecnologias de informação na competitividade, Alberto da Ponte afirmou que "dispensar pessoal é alternativa".


Alberto da Ponte sublinhou a importância de "ter pessoas motivadas" a trabalhar e, como alternativa aos cortes dos subsídios de Natal e de Férias anunciados pelo Governo no setor público, defendeu que no setor privado quem não tiver uma boa performance deve ser dispensado.


"Não há espaço para as pessoas que não queiram trabalhar, para a não produtividade, no Portugal de hoje", sustentou.


"É uma medida excelente para aumentar a produtividade. Se peca, é por ser pouco"


O gestor da empresa proprietária das marcas Sagres e Luso considerou ainda que o acréscimo de meia hora extra de trabalho, outra das medidas anunciadas pelo Governo para 2012, peca por ser pouco.


"É uma medida excelente para aumentar a produtividade. Se peca, é por ser pouco", defendeu.» [Expresso]

 

Estes merdas também se ensinam; boicotar a compra os produtos que vende, é uma óptima medida. vá vender cervejas e águas à valente pqp.

batanetes

percebe-se que chegámos ao fim enquanto nação, quanto os supostos líderes da dita, incentivam a emigrar os poucos jovens, de um país de velhos.

Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

a orgia sénior

a câmara de estarreja apenas tem programas para os idosos. seja a universidade sénior, o festival sénior, os passeios para seniores, a ginástica para seniores, e todas as demais merdas para seniores. é uma maneira de entreter os perto de 300 funcionários que por sua vez, entretêm os seniores.

os munícipes não seniores, apenas são lembrados para a devida cobrança, melhor dizendo, o saque que paga todas estas irresponsabilidades. são assim uma espécie de marginais a quem é preciso esfolar o coiro em prol dos abençoados e queridos velhinhos que de gratos que são, nunca se esquecem de ir votar no psd local.

esta inutilidade autárquica, vai assim dissipando os bens de famílias que já não têm dinheiro para alimentar convenientemente os filhos, mas têm de entregar ao estado o que lhes resta para que o dito, possa passear velhinhos. compreende-se. quem paga já não vota. vota quem recebe. o saque pavoroso a que estamos sujeitos, também serve para comprar votos.

o que me espanta, é que esta gente que passeia por conta de quem trabalha e se vê com dificuldades de toda a espécie, não core de vergonha perante o estado ruinoso do país, perante a fome que atinge milhares de famílias, os dramas de quem tem de entregar a casa à banca porque já não pode pagar o empréstimo.

são mesmo idiotas chapados sem consciência? cegos, surdos e mudos que não sabem o que se passa à sua volta? analfabetos que não lêem? imbecis que não compreendem o que ouvem? ou os mais de 65 anos de vida apenas lhes ensinaram a serem oportunistas? a maioria destes seniores que passeiam por conta do estado, vivem bem melhor do que muitos portugueses que já não têm pão para pôr na mesa. e se o problema é fome, não é com passeios que se lhes enche a barriga.

tenham vergonha.

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

eu tamem gostu munto de conbíbios, principalmente se for a conta dos otarius.

isto está tudo muito bem, a economia está para festas, portanto, é fazê-las. gastar o dinheiro dos contribuintes apenas para ganhar as boas graças dos passeantes é que já não me parece muito correcto. ou, passear idosos também é apoio social?

eu que só pago, pergunto: aquela gente que a autarquia de estarreja passeia o ano inteiro à conta dos poucos desgraçados que ainda são colectados, não têm 5 euros para a camioneta e mais 5 para o passeio?

e fala o senhor autarca de carácter. qual?

filhos da puta

Um governante que assume em privado que trama com austeridade um grupo social, neste caso os funcionários públicos, porque não são a base eleitoral do seu governo não pode ter outra designação do que a de filho da puta e é tão filho da puta que duvido que a dita não o seja mesmo, pelo quue até me dispenso de pedir desculpa à senhora. Que um presidente da Junta leve os velhotes a passear a Fátima em sinal de agradecimento é uma coisa, um governo concentrar quase toda uma austeridade brutal num pequeno grupo porque não conta com os seus votos é algo de inadmissível. O ou os filhos da puta que se justificaram desta forma estão ao nível da formação ética de um sargento do exército do Idi Amin Dada.

Ao nível ético e ao nível intelectual pois não basta ser filho da puta para o dizer, bastaria pensar, dizer tal enormidade implica também que temos ministros tão burros como os cabos do exército do Idi Amin Dada. O país ficou a saber que Passos Coelho escolheu as medidas não em função dos seus alvos eleitorais e que Vítor Gaspar não as avaliou em função do impacto económico mas sim do impacto eleitoral. Temos um governo com burros mas não só, com gente pouco séria que se apresenta como portadora de grande competência mas que na privacidade dos seus gabinetes comportam-se ao nível da varina, e agora sim, peço desculpa às varinas que não merecem tal comparação.

Agora foram os funcionários públicos, amanhã serão os agricultores que não votaram no CDS a serem excluídos dos subsídios do FEOGA, serão os empresários que não se manifestem a favor de Passos Coelho que não serão apoiados pelo AICEP, serão os militantes da oposição a serem excluídos dos concursos públicos. Quem votou CDS ou PSD terá direito aos favores do Estado e a uma economia sem austeridade, quem não vota nos partidos do governo serão socialmente excluídos.

Só que o ministro que confessou a sua pequenez é mesmo burro, desde logo porque ignora quão importantes foram os professores e os magistrados para a vitória eleitoral da direita, mas também porque não sabe fazer contas e ainda pensa que todos os portugueses são tão filhos da puta como ele, além disso esquece que nem todos os funcionários públicos são solteiros ou casos com funcionários públicos, para além de terem pais, filhos e amigos, isto é a medida atinge directa ou indirectamente gente mais do que suficiente para derrubar qualquer governo.

O mínimo que se esperaria de Pedro Passos Coelho, se é que ele não é um dos filhos da dita, é que demita o ou os filhos da puta do seu governo que pensam de tal forma. E de Cavaco Silva, já que há muito que deixou de se comportar como presidente de todos os portugueses, ao menos que exija ao governo que respeite as aparência e faça de conta que governa para uma Nação e não para uma clientela oportunista.

in O Jumento

Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011

e a questão de fundo nem é dos subsídios

estão um bocadito atrasados. vejam lá se levantam o cu das camaratas e arranjam maneira de sentar estes gajos num tribunal.., popular de preferência.

na verdade, passámos ao lado da nossa grande vocação. humoristas.

finalmente, uma medida no sentido de inverter a carência de literacia, instrução, investigação, desenvolvimento tecnológico, em estarreja. começou a funcionar a universidade sénior e logo, com 75 alunos. mais um sucesso sem precedentes para os animadores autárquicos, e outros entretainers locais.

teremos pois a curto prazo, os médicos, engenheiros, investigadores, cientistas, pensadores, analistas e demais especialistas que faltam para que o concelho e o país, possam finalmente, dar o salto, para o fundo do poço.

obviamente que dentro de pouco tempo seremos autossuficientes em gaiolas para grilos, rendas e bordados, cestaria, miniaturas várias, e um sem fim de engenhocas que tirará o país deste sufoco.

presume-se que a coisa seja obrigatoriamente à bolonhesa, dado o fim do prazo de validade que assiste à generalidade de tão distintos alunos mas, como é sabido, tuga que se preze, não desperdiça nenhuma nova oportunidade.

um documento brilhante

aquele documentário sociológico do ribeirinhas sobre o passeio dos idosos à malafaia vale o tempo que dura. É um documento que evidencia a imbecilidade, a ignorância e a hipocrisia com que os pastores vão mantendo o rebanho. mas, e como noutros casos, mostrar ao mundo tanta boçalidade, envergonha uma nação por inteiro.

Vivemos tempos de falência económica, de dramas sociais que arrasam a sociedade, vivemos tempos sem futuro, originados exactamente por estes mesmos sobas que afastaram o povo da escola, da instrução, dos hábitos de trabalho, enquanto delapidavam o património público, contratando obras que apenas beneficiaram as construtoras e por vezes, os próprios contratantes. produziu-se assim o que hoje temos. gente com mais de 65 anos ainda convencida que é a câmara que paga estas palhaçadas ou, que confunde excursões de cariz político partidário com apoio social. Foda-se!

adivinha-se que a ideia será a de abreviar a vida aos infelizes levando-os a partir rapidamente mas, contentes. um país que vai cortando os apoios na saúde, reduzindo as míseras reformas, acabando com as comparticipações nos medicamentos enquanto mantém estas imbecilidades, só pode estar a gozar com os cidadãos.

este é o tipo de despesa que apenas serve à malafaia. é que em tempos de fome, a prioridade é a barriga e não os afectos. seria bom que o percebessem. e seria igualmente conveniente distinguir entre olhinhos brilhantes que, no caso, seriam provocados mais pelo vinho do que por qualquer felicidade nascida das costeletas do lado do osso.

se mais esta despesa seria evitável, claro que sim. ser-lhes-ia muito mais útil uma pensão digna, uma melhor saúde, uma melhor escola para os vindouros mas, não é essa a opção. do vídeo, conclui-se que é, de facto, ignorância demasiada para que possamos sobreviver como país. é agora mais claro do que nunca que temos de partir para ganhar o pão que comemos. aqui, apenas se ganha e não chega, para pagar o pão destes sobas miseráveis que a troco dos interesses que se imaginam e vão conhecendo, alienaram a nação e o seu povo por atacado.

adenda: aquele senhor que bateu o record de levar mais velhos à festa, é o protótipo do português, sempre mais esperto que o vizinho e mais ignorante que qualquer outro ignorante. imagino e pelos tiques que já não seria ele a falar mas, vangloriar-se de desperdiçar mais dinheiro que os confrades, é algo que não lembra a ninguém de posse das suas faculdades. que cromo!

os saqueadores do país

como diz o cardeal, ninguém sai da política de mãos vazias. isto, é o declarado mas, como sabemos, é apenas uma gota no oceano. os grandes proveitos da política, são ilegais, logo não sujeitos a declarações de rendimentos.

isto, é também saque puro e duro. afinal de contas, o que fez esta gente pelo país para que os seus rendimentos crescessem desta forma, depois de saírem da política?

Quando o Corpo de Deus cai..

Caem anjos à terra e todas as demais ilusões. Chegou o momento de enfrentarmos o nosso destino com a condição em que nos deixámos enrolar.

O país ergue-se. Finalmente as medidas são tomadas: mais trabalho para os mesmos de sempre, menos ordenado para os mesmos de sempre...

Fico feliz por ver que este governo teve a coragem de não embarcar em demagogias fáceis do tipo: redução das administrações das empresas do sector público, ou taxação dos mais ricos ou ainda o ataque com medidas populistas ao enriquecimento ilícito.

Houve coragem. Atacou-se quem devia de trabalhar e não trabalha, quem devia poupar e não poupa, a corja de sempre.

Não admira que o Corpo de Deus tenha caído por terra.

Adenda: aí está a factura dos passeios às malafaias deste país, das piscinas indispensáveis, das rotundas, das autoestradas, da boa supervisão bancária durante a qual cada um roubou o que pôde ou quis, dos estádios para a bola e mais os camarotes comprados pelas autarquias, das empresas públicas constituídas apenas para empregar a rapaziada dos partidos, dos planos tecnológicos, das scuts que ninguém pagaria, etc., etc., etc.

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

não há pachorra

dizia-se há uns anos que o omo, lava mais branco. actualmente, é mais modernaço dizer-se que, quanto mais se mexe na merda, pior cheira.

uma autarquia que deixa arder o património durante 5 dias sem mexer uma palha, depois de o problema ter sido resolvido por um particular, que foi junto dos bombeiros exigir que estes cumpram as suas funções e assumam as devidas responsabilidades e consequências, vem agora dizer, entre outras boçalidades, que os prejuízos foram de pequena dimensão. como se soubesse sequer, qual a efectiva dimensão dos custos que os trolhas dos contribuintes hão-de pagar.

uma autarquia que, perante a indignação pública e o apontar de responsabilidades, se vê obrigada a emitir um comunicado com o qual pretende justificar a sua inutilidade.

não vale a pena maçar-se agora senhor vereador, uma vez que o não fez quando devia. factos são factos e não há conversa que possa diminuir a irresponsabilidade camarária neste processo. sabemos que o mobiliário ardido será substituído, de novo comprado e novamente pago. que o co2 lançado para a atmosfera, entrará nas contas a pagar a bruxelas. que a natureza, com o tempo se regenerará. mas nada disso desculpa a vossa displicência, irresponsabilidade e falta de sentido do dever a que a função pública obriga.

aliás, estamos habituados à inércia da autarquia. o comportamento, foi, sem tirar nem pôr, o mesmo do processo das lamas despejadas em canelas. o popular, deixa andar que isto não é meu nem do meu pai.

não tendo utilidade para além da organização de festas e excursões de idosos, aos senhores a quem pagamos salários e demais prebendas, não ficaria mal um bocadito de respeito por quem lhes paga o pão, e de caminho, igual dose de humildade e assunção das responsabilidades face aos prejuízos que o desleixo provoca. agora estar a beber champanhinhos com a velhada que dá os votos, enquanto a natureza arde, e depois tentar branquear a situação com conversa p’ra adormecer boi.., já não pega.

ps: já agora, os meios disponibilizados foram a retro escavadora para fazer os buracos para a brincadeira do todo terreno? tinha aspecto.

Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

o saque puro e duro, disfarçado de crise

claro que as contas públicas vão continuar a derrapar. claro que quanto maior for a tributação, menos impostos o estado arrecadará. quem nada tem, nada pode pagar e o buraco, será sempre maior do que era.

porque as únicas medidas tomadas por mais esta seita, foi carregar os trolhas de impostos. redução da despesa? quantos institutos, observatórios, empresas públicas, empresas municipais, câmaras municipais, fundações, foram eliminados? quantos boys foram procurar trabalho fora da tutela do estado? qual foi a redução dos benefícios extra salariais das seitas? qual foi a redução no orçamento da assembleia? no orçamento da presidência da república?

estamos a viver a maior transferência de riqueza dos mais pobres para os mais ricos que alguma vez aconteceu nesta pocilga. e quem não defende o que é seu, só merece ser roubado. neste chiqueiro, troca-se a dignidade, a cidadania, os bens, por passeios à malafaia. depois queixam-se.

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

e ao quinto dia

há pouco, os bombeiros de estarreja faziam na zona bioria, o rescaldo do incêndio provocado por mão criminosa.

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Há prejuízos vários – CO2 na atmosfera, mobiliário instalado nos percursos, destruição do habitat natural, custos do combate ao incêndio, dificuldades acrescidas para os doentes das vias respiratórias, etc.

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Estes prejuízos e custos têm de ser imputados e cobrados ao incendiário. Não podem ser os contribuintes, uma vez mais, a suportarem a irresponsabilidade destes atrasados mentais.

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Domingo, 9 de Outubro de 2011

duas horas depois..,

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da conversa com o comandante dos bombeiros de estarreja relatada no post infra, apareceu um helicóptero para combater o incêndio que lavra há 4 dias na área bioria.

Não posso deixar de agradecer ao comandante o ter tratado de um assunto que, sendo da sua responsabilidade, deixou andar e, apenas depois de questionado, cumpriu com a sua obrigação.

mas, muito mais grave do que isso, é a postura das diferentes autoridades, pagas a pão-de-ló pelo erário público, com a autarquia de estarreja à cabeça. compreendo que um incêndio não é uma festa, um carnaval, uma excursão de idosos à malafaia, uma inauguração de uns baloiços para a canalha, nem sequer um concurso de doces locais e portanto, não seja das funções, responsabilidades ou atribuições do pessoal aconchegado na câmara. O património público e privado ardeu durante 4 dias sem que ninguém mexesse uma palha. e pelos vistos, a questão era fácil de resolver. bastava perguntar aos bombeiros porque razão não apagavam aquela merda.

tudo isto, como já disse, é lamentável mas, igualmente, uma oportunidade para que definitivamente se perceba que a generalidade destas autoridades locais servem para saquear o povo. fazer despesa. e como ninguém lhes exige responsabilidades, chegámos à situação em que nos encontramos.

foi cometido um crime público. há prejuízos materiais, há CO2 na atmosfera que o estado tem de pagar, há uma zona de protecção da natureza afectada. pela conversa do senhor comandante dos bombeiros de estarreja, o incêndio teve origem criminosa e, em sua opinião, terá sido provocado por um agricultor ou, como aqui já foi ventilado, algum viciado da caça. os bombeiros sabem onde começou. há especialistas na investigação destes casos, e espero que, quem de direito, faça andar a investigação e que o incendiário seja condenado a pagar todas as despesas e prejuízos causados. é a única forma de educar bestas.

tudo isto é triste

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o incêndio que vai queimando a área do bioria – e o dinheiro que lá tem sido gasto – continua imparável. pelas 15:00 passou a vala que grosseiramente separa salreu de canelas, lavrando agora, também no percurso do bocage e terrenos de canelas.

na área, encontrei 3 populares. nenhum responsável, seja da proteção civil, da autarquia ou, um bombeiro que fosse. compreende-se, com as festividades concelhias em cada esquina, haverá muitos doces e pastéis para aquilatar da doçura.

dirigi-me ao quartel dos bombeiros de estarreja na intenção de perguntar as razões de não haver um bombeiro numa zona a arder. excepcionalmente, estava fechado. um aviso colado no vidro informava do encerramento sem qualquer outra explicação. entrei nas garagens e encontrei um homem de serviço, na torre, a assistir pacificamente, a uma brincadeira de motas a decorrer nos terrenos adjacentes.

questionado, disse-me para ir procurar o comandante que andaria para os lados de pardilhó, enquanto fugia apressadamente para dentro das instalações. perguntei se havia um livro de reclamações, disse-me que não.

cá fora, um carro de combate a incêndios e respectiva guarnição, enchiam com água, um buraco cavado para a brincadeira das motas.

fui procurar o comandante. combatia um incêndio próximo à zona industrial. disse não haver ninguém a combater o incêndio na área do bioria, por falta de meios, não especificando se humanos ou materiais. tudo isto é lamentável.

um helicóptero, numa zona onde a água está a metros, apagaria um incêndio que lavra há quatro dias, em poucos minutos. pouparia um habitat onde se tem investido dinheiros públicos, evitaria as toneladas de Co2 que estão a ser lançadas para a atmosfera. na minha presença, o comandante telefonou para o serviço que coordena o apoio aéreo aos incêndios. ninguém atendeu.

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a primeira fotografia dista temporalmente da segunda, menos de uma hora e documenta o momento em que o incêndio que consome a área do bioria, passa dos terrenos de salreu para os de canelas. um só bombeiro, teria evitado que tal tivesse sucedido. e nesse preciso momento, como mostra a segunda foto, um carro de combate a incêndios dos bombeiros de estarreja, enche de água um buraco cavado para uma brincadeira de todo o terreno. ao fundo, o fumo dos incêndios que lavram e não são combatidos porque, e segundo o comandante da corporação, não tem meios.

Sábado, 8 de Outubro de 2011

e ao terceiro dia..,

pode ser que não. pode ter sido um irresponsável qualquer que, uma vez mais, incendiou a zona do Bioria. mas, o mais certo e como vem sendo hábito, é ter sido um dos matadores de passarinhos que, ao lançar o fogo numa zona onde se proíbe a caça, a afasta para as zonas próximas onde já pode abater tudo o que voe ou rasteje.

a situação não merece grandes comentários. somos todos responsáveis porque toleramos deficientes mentais de espingardas às costas e aos tiros dentro das localidades. porque toleramos responsáveis políticos que para além de opinião sobre os doces que provam, não a têm para qualquer assunto que possa implicar a perda de um só voto. porque toleramos que esses responsáveis gastem o dinheiro público em pretensos projetos de proteção ambiental enquanto simultaneamente os destroem por via da falta de coragem e irresponsabilidade política e social. porque toleramos que os bombeiros passem dias a olharem para as chamas sem que mexam uma palha. porque há dinheiro para organizar carnavais mas não o há para chamar uma merda de um helicóptero para lançar água nas chamas. porque a água deve estar longe e, se apagarem o incêndio depressa, os patos podem não fugir todos.

é o país que temos, porque somos a gente que somos.

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

reforma da administração local

No nível 2, freguesias situadas na sede do concelho ou num raio até 3 km devem possuir um mínimo de 15.000 habitantes, número que nenhuma freguesia do concelho possui atualmente. Por via deste critério, caso o Livro Verde seja aplicado rigorosamente, terão de juntar-se numa única freguesia Beduído, Avanca, Pardilhó, Salreu, Veiros e possivelmente Canelas. Porque o Livro Verde prevê também que as freguesias situadas a menos de 10 km da sede do concelho devem ter, pelo menos, 5000 habitantes, necessariamente Fermelã e Canelas terão de juntar-se à freguesia única. Seja como for, o concelho de Estarreja não tem população suficiente para duas freguesias de mais de 15.000 habitantes cada uma. Assim, levado à letra o Livro Verde, o futuro concelho de Estarreja terá de ser constituído por uma única freguesia.

Jornal de Estarreja

como já anteriormente disse, fundir freguesias resulta apenas no aumento das dificuldades de mobilidade dos cidadãos. são o órgão do poder mais próximo e necessário aos cidadãos, junto do qual obtêm documentos, serviços e ajudas várias. esta trupe de patetas – mais uma – na imbecilidade comum a quem não conhece o país e as populações, decidiu reduzir as freguesias com o argumento da redução de custos.

chamando os bois pelo nome, estes indigentes intelectuais, liquidam as freguesias porque estas não empregam boys, não pagam salários chorudos, não gerem obras significativas, e por isso, não têm qualquer interesse para esta classe de assaltantes dos bens públicos.

as câmaras, essas, por pequenas que sejam, dão empregos para a rapaziada do partido, gerem obras de vulto, criam empresas municipais para encostar mais boys e, como diz o cardeal patriarca, não deixam ninguém de mãos vazias, exceptuem-se as exceções caso existam.

em concreto e dando como exemplo a autarquia de estarreja, a população de todo o concelho não é suficiente sequer para, segundo as novas regras, existir como freguesia. mas, não se fecha o concelho. juntam-se as freguesias, ou seja, fica tudo como está, apenas se dificulta a mobilidade dos cidadãos. precisam de um atestado, vão a salreu. precisam de uma licença para o cão? vão a salreu. uma prova de vida? vão a salreu. de uma consulta médica? vão a salreu. de levar os miúdos à escola? vão a salreu. canelas, acabou.

a organização de carnavais, excursões e festejos populares, isso está assegurado e, sosseguem os doceiros concelhios que os provadores, está para ficar.

Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

carta enviada ao ministro das finanças

Senhor Ministro das Finanças,

Nem sequer vou relembrar as premissas eleitorais do governo que integra de, reduzir a despesa, e não, aumentar impostos. Estamos habituados ao discurso eleitoralista, pelo que sabemos que nada tem a ver com a prática. Em bom português, habituámos-nos a ser enganados. Sei de antemão o destino das palavras que lhe dirijo mas não ficaria de bem comigo mesmo se o não fizesse. A nação já tem demasiados invertebrados.

De facto e até ao momento, a redução da despesa foi centrada na eliminação de apoios sociais, redução de salários, já de si os mais baixos da EU, redução das pensões de reforma depois dos cidadãos terem descontado dos seus salários os fundos para tal. Mas, do lado da receita, tem sido um regabofe. Como se pudéssemos viver do ar e entregar tudo o que temos ao estado.

Entenderá certamente que o apoio à doença é uma despesa, e que os milhares de boys dispersos pelos mais vagos e recônditos corredores do poder, um proveito. Pelo menos para eles, será.

Que as juntas de freguesia que apoiam efetivamente os cidadãos, na maioria a custo zero, uma despesa, e as 308 autarquias que atualmente apenas organizam festas, bailaricos e obras dispensáveis, empregando milhares de filiados nos partidos, familiares e amigos, um proveito.

O governo que integra e na linha dos antecessores, têm-me espoliado de tudo o que consegui por via do meu esforço e trabalho. Pertencendo à classe média baixa, classificam-me como rico pelo que, tão bem quanto eu, saberá efetivamente a carga fiscal a que estou sujeito. Os 43% de IRS mais os 23% de IVA são bons indicadores da dimensão do saque a que me sujeita. Em contrapartida, e porque em seu entender sou rico, não tenho direito a qualquer dedução fiscal ou, apoio social.

E no entanto, os efetivamente ricos, como ambos sabemos, simplesmente não pagam impostos, ainda que beneficiem de apoios vários, como seja, formarem os filhos na universidade pública com isenção de propinas.

Chamam os senhores a estes conluios, solidariedade, justiça social ou interesse público, sem o menor rubor facial, e mesmo, sem se rirem.

Entretanto, com toda a falta de pudor, ética ou responsabilidade, os autarcas continuam a cavar o fosso da dívida, como é o caso da Madeira e das restantes autarquias há muito técnica e na prática, falidas. Aos senhores autarcas responsáveis por estes danos, nada acontece, No fim do mandato vão confortavelmente para casa ou, circular entre o público e o privado dentro da promiscuidade instituída. Ficam os trolhas para pagar as dívidas acumuladas.

Aos ruinosos negócios público-privados, ainda não pôs o senhor qualquer travão. Carrega-me de impostos. Aos incontáveis – porque nem sequer o estado sabe quantos são – institutos, observatórios, fundações, e outras sanguessugas que fazem desaparecer o dinheiro pedido emprestado a juros de 18%, não põe fim. Carrega-me de impostos.

E como ambos saberemos, a despesa não se faz apenas nas auto-estradas que ninguém – a não ser as construtoras – pediu. Nas piscinas e pavilhões polidesportivos que os autarcas plantaram nos cabeços dos montes. Nas incontáveis rotundas que nos rebentam com os pneus e a paciência para tanta idiotice.

A despesa também se faz nos milhões de jeitinhos que o poder central e local, diariamente fazem a troco do voto nas próximas eleições. Por exemplo a CIRA, celebrou um contrato de compra de um camarote no estádio do Beira Mar, o dito, já de si um desperdício de 60 milhões de euros, entretanto às moscas e em decadência, dizia, um camarote pelo valor de 20.000€ anuais. Pago com dinheiro público pedido emprestado à taxa de 18%. Imagino que a resposta será aumentar-me uma vez mais os impostos ou, reduzir qualquer redistribuição social.

Ambos sabemos que não é assim que lá vamos. A cada aumento dos ditos, cavamos o fosso da pobreza generalizada. Alguns engordarão, outros enriquecerão e depositarão as suas fortunas num qualquer paraíso fiscal. Em nenhum caso o país sairá beneficiado. Particularmente, sairei muito prejudicado pelas suas políticas, pela submissão aos interesses de algum capital especulativo, pela falta de dimensão política desta gente que diz governar-nos, sem que tenham qualquer ideia do que tal será.

Estamos falidos porque há muito que as políticas económicas são as mesmas que agora implementa. Apenas diferem na violência. E, elementarmente, práticas iguais, não produzem resultados diferentes. Iremos de aumento de impostos em impostos aumentados até à exaustão. Um país que não estuda, não trabalha e não tem lideranças sólidas e sérias não tem qualquer futuro.

Entendo que não tenha margem para fazer diferente. Nesta altura do campeonato, já não somos soberanos. Ainda assim, neste desespero que se apodera de todos nós, uns já mendigos, outros a caminho, precisaríamos de alguém, um líder consequente e responsável que nos conduzisse à dignidade do trabalho, da instrução, da educação, do conhecimento. Não temos esperanças.

Abel Cunha

Contribuinte XXXXXXXXX

4/10/2011

a promiscuidade do costume

estes cómicos que vão fazendo de presidentes desta merda e de outra qualquer enquanto governam a vida, devem ser apreciados na total plenitude do seu talento.

vem isto a propósito da CIRA, um ajuntamento – mais um – de gajos que gastam os dinheiros dos outros, ter comprado um camarote nessa monumental obra que muitos bolsos deve ter aconchegado, que é o estádio do beira-mar, entregue àquela agremiação a custo zero e com verbas acauteladas para a sua manutenção, por 20.000 euros ano. e nem vou ter a deselegância de perguntar se a verba saiu duma vaquinha feita entre os senhores presidentes destes otários e a descontar nos seus vencimentos.

nos tempos que correm este ato mais que imoral, é uma afronta a quem paga impostos e não sabe se vai ter jantar. deveriam ser imediatamente demitidos, não antes de levarem uns valentes cachações. estes 20 mil euros hão-de ser pagos com mais um corte qualquer nos medicamentos ou nas pensões.

o senhor presidente da aldeia de estarreja, provavelmente e muito bem, diz que a opção política é discutível mas, não aceita ataques de carácter.

o que não compreendo é que género de carácter terão gajos que delapidam dinheiro público pedido ao estrangeiro a juros de 18% ao ano, para comprar camarotes  num campo de futebol a ser pago igualmente pelos mesmos dinheiros.

para promover a região, diz o senhor presidente. talento e cara de pau não lhe falta seguramente. qual é a assistência média no estádio? 500 trolhas por jogo? e desses 500, quantos é que veem de fora dos limites do distrito? e do estrangeiro. que promoção faz da região uma invisível agremiação privada de gajos a correrem atrás de uma bola? e porque raio hão-de os custos ser da responsabilidade pública? estas merdas terão todas cabimento desde que pagas pelos interessados, utilizadores e beneficiados. a javardice promíscua instalada na política e no futebol é própria de terceiros mundistas. afinal, o que somos.

e já agora, alguém vai usufruir do tal camarote, ou é para ficar às moscas como todo o resto?

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

as canções das nossas vidas

Oswaldo Montenegro – Bandolins

nem assim aprendemos?

ainda não está na altura de mandar esta vagabundagem que nos rouba para o sítio de onde nunca deveriam ter saído?

Sábado, 1 de Outubro de 2011

a manif

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fui à manif convocada pela cgtp, porque a filhaputice de que estamos a ser vítimas tem de ser combatida nas ruas.

mas não nestas romarias de idosos arregimentados que vão repetindo fastidiosamente meia dúzia de palavras de ordem e se dirigem aos autocarros logo que a passeata chega ao termo e os bombos se calam.

o sindicalismo desta pocilga não se distingue das quadrilhas organizadas que saqueiam os bens, o esforço de cada um, a dignidade colectiva. manifs destas, comem eles ao pequeno-almoço ou queimam nos charutos do Isaltino. estas manifs são do mesmo folclore dos comícios, fazem parte da distracção.

não há um filho da puta destes ladrões que seja responsabilizado pelos crimes económicos que cometem. carrega-se o gado de impostos e toca de continuar a saquear o que é de cada um. são os jardins, os oliveiras, os silvas, os loureiros e toda aquela cáfila que, como disse o cardeal, nunca sai da política de mãos vazias.

esta luta tem de ser travada nas ruas, mas não por idosos que vão ao porto ou a lisboa por via da excursão. esta luta tem de ser travada pelos jovens sem emprego nem futuro, pelos indigentes que passeavam em santa catarina, porque os velhos já não têm força para a travar. são estes velhos que vão aguentando com o pouco que têm muito mandrião, e outros tantos irresponsáveis.

as quadrilhas que se apoderaram do país, não temem manifestantes que dependem da pensão com que os esmolam. se, se portarem mal, atrasa-se-lhes o pagamento e eles entram na ordem. estes vigaristas têm de ser combatidos através da insubordinação popular e com os meios que se revelarem necessários.