Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

temos esta genética tendência para a vigarice

este tipo de coisas é consequência do subdesenvolvimento em que vivemos. não fossemos um povo estúpido e permissivo, e estas atitudes teriam de imediato, a resposta que merecem.

os ctt, são o tipo de empresa que enquanto viveu na tutela do estado, fez como as outras…, deixou andar. não evoluiu, não esteve atenta à transformação do negócio, e deixou que o mercado fosse inundado de privados que fazem a distribuição mais segura e rapidamente e, em certos casos, a mais baixo custo. entretanto a correspondência por carta está a ser substituída pelo email, as facturas e extratos bancários são enviados digitalmente, as reformas e pensões depositadas nas contas dos destinatários, os pagamentos fazem-se no multibanco ou por  transferência bancária. não fossem uns milhares de idosos informaticamente analfabetos, e os ctt, em vez de despedirem 4.000, já teriam despedido todos os funcionários.

face ao decréscimo da correspondência, estes inteligentes pensaram uma forma de manter a receita, obrigando à compra de um serviço mais caro, sem lhe acrescentar qualquer valor, mas por força da redução qualitativa do serviço geral. a cabecinha que pensou esta estratégia é séria candidata a uma medalhita no próximo 10 de junho.

em vez de procurarem fazer melhor que os privados, no sentido de recuperarem o mercado, estas administrações de burros carregados de livros, vêm na folha simples do papel higiénico, a solução dos problemas. ou seja, em vez de se tornarem competitivos, pioram o serviço que já era mau. em vez de se centrarem no core buisiness, a distribuição rápida e segura de correspondência e mercadorias, encheram os tascos de livros, louças, colecções das mais variadas porcarias, a tal ponto que já não é difícil confundir um posto dos ctt com qualquer loja chinesa.

com o desaparecimento dos mais idosos, desaparecerão os ctt. quem já experimentou comprar no estrangeiro via internet, percebeu a segurança da expedição e recepção das mercadorias, bem como a facilidade de acompanhamento das encomendas que o transporte privado possibilita. por cá, quando se utiliza um serviço dos ctt, nunca se sabe onde para o bem expedido.

os 4000 agora em risco, são apenas o princípio do fim que facilmente se adivinha e, a quase obrigatoriedade de comprar o correio azul, é sol de inverno.